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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Notícias de cá - Ponte Pedonal!


Foi hoje notícia no Jornal das Caldas, depois de na semana passada, o vereador Rui Correia, ter denunciado o estado de degradação em que se encontra a ponte pedonal na Estação da CP. Efectivamente o estado de degradação é grande, manutenção há muito que não é feita, e às vezes é assim que acontecem tragédias.
A Câmara Municipal, na voz do vereador Hugo Oliveira, desvaloriza a situação, afirmando que "não podemos ser alarmistas ao ponto de falarmos da forma como o vereador do PS falou”. Enfim, se por um lado possa existir alarmismo, por outro lado existe passividade, já habitual no executivo camarário...
Tal como outras estruturas públicas da cidade e do concelho, o estado de degradação é sempre o melhor exemplo para caracterizar a sua existência. Piscinas Municipais, ruas e estradas esburacadas, são apenas meros exemplos da passividade que existe, embora quem denuncia seja sempre alarmista! Até estruturas das recentes obras de Regeneração Urbana já se encontram danificadas e sem qualquer plano de manutenção prévio!
Embora nesta situação a responsabilidade não seja directamente da Câmara Municipal, mas sim da Refer, ao que parece o Município teve uma reunião com os técnicos da Refer para analisar a possibilidade de construir uma nova ponte, com um elevador em cada extremidade para permitir o acesso a pessoas com mobilidade reduzida, contudo o valor da obra impossibilita a sua concretização. É uma pena pois parecendo que não, esta Ponte Pedonal facilita a ligação entre as duas freguesias da cidade, sendo muito utilizada pelos transeuntes. Espero que a Câmara Municipal mantenha um papel mais interventivo nesta situação ao invés de só actuar quando surgem "alarmismos", "alarmismos" esses que podem implicar perdas humanas ou lesões irreversíveis! Ao que parece já foi pedido um projecto de recuperação da Ponte e a mesma será intervencionada por forma a garantir a segurança dos seus utilizadores.
Contudo fica aqui a sugestão que acredito poder ser interessante: porque não estudar a construção de um túnel pedonal? Não fazendo ideia dos custos, iria permitir a utilização de pessoas com mobilidade reduzida e os seus custos de manutenção certamente seriam mínimos quando comparados com a estrutura metálica da ponte! O projecto avançado para a Ponte Pedonal nova com a colocação de um elevador em cada extremidade era de aproximadamente 500 mil euros... será que um túnel teria mais custos? Fica a sugestão mais acessível a todos, mesmo para quem tem mobilidade reduzida ou uma idade avançada que não permita com facilidade subir os lanços de escadas e certamente com menor impacto visual e menor manutenção!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Incluir o Autismo!


"O facto de que os autistas não nos escutem é o que faz com que não os escutemos.Mas, enfim, sem dúvida há algo para dizer-lhes."
                                                                                    Jacques Lacan, Conferência de Genebra


Mais que uma forma particular de se situar no mundo, o autismo é uma forma de se construir uma realidade para si mesmo. E quantos de nós não temos um pouco de autistas...

O autismo é reconhecido pelos sintomas que impedem ou dificultam seriamente o processo de entrada na linguagem para uma criança, a comunicação e o laço social. As estereotipias, as ecolalias, a ausência de linguagem, os solilóquios, a auto agressividade, a insensibilidade à dor ou a falta de sensação de perigo, podem ser alguns dos sintomas que mostram o isolamento da criança ou do adulto em relação ao mundo que o rodeia e sua tendência a encontra-se a si mesmo, apenas.

Muitas investigações têm sido feitas para determinar as causas do autismo e muitas têm revelado hipóteses fisiológicas, nomeadamente, afecção em áreas do cérebro, disfunções genéticas, consequências dos metais pesados no interior do organismo, intolerâncias alimentares assintomáticas, contundo, nenhuma destas causas são determinantes nem conclusivas.

Os sintomas podem ser muitos e variados, e por isso o mais correcto é falarmos em Perturbações do Espectro do Autismo ou Perturbações do Espectro Autista (PEA) e não apenas em autismo, designação simplista da série de perturbações do desenvolvimento da criança caracterizadas por um conjunto de sintomas. Desses sintomas pode-se salientar:
  • Isolamento do mundo exterior e recusa do contacto com os outros;
  • Alterações da linguagem que podem ir desde uma ausência total da fala até um discurso ininteligível. Em algumas ocasiões, repetição de fragmentos de frases retiradas de filmes ou que foram escutadas de alguém, estabelecendo verdadeiros solilóquios;
  • Discurso que não se dirige a ninguém, que não é usado nem para comunicar nem para estabelecer um diálogo mínimo;
  • Ausência de interacção com os outros;
  • Ausência de jogo simbólico;
  • Estereotipias;
  • Rituais;
  • Temor das mudanças e insistência em manter uma imobilidade naquilo que o rodeia.
Como referi anteriormente, estes sinais e sintomas podem ser os mais comuns e dentro destes, cada autista assume diferentes graus e características e por isso muitas vezes o diagnóstico inicial é subvalorizado e as alterações tão difíceis de compreender... 

Ontem, dia 2 de Abril comemorou-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, mas no próximo dia 12 de Abril, na Foz do Arelho, poderá percorrer o 5º Caminho Azul, uma forma de consciencializar para as perturbações do Espectro do Autismo. Basta comparecer junto ao quiosque azul, pelas 10:30, com uma camisola azul. O evento é gratuito e faz bem a todos os níveis! 
Nada como compreender os outros, destruindo diferenças, incluindo, sempre incluindo!


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Por um sorriso da Miriam!

Certamente muitos de vós, tal como eu, vão juntando as tampinhas das garrafas em casa, mesmo que não saibam a quem vão entregar, ou para que servem, mas certamente sabem que um dia vão ser úteis! Tem sido o meu caso, sempre tenho juntado as tampinhas e de vez em quando surge em conversa alguém que precisa. Muitas são as causas que vão surgindo na maioria das vezes para adquirir uma cadeira de rodas, por isso, juntar não custa porque amanhã ou depois surge uma oportunidade de as valorizar para alguém que delas necessite!
E pergunto eu: custa alguma coisa ir guardando as tampinhas em casa, sabendo que pouco espaço ocupam, não deitam cheiros nem se deterioram e que mais tarde ou mais cedo vão ser importantes para alguém e podem fazer a diferença? Faz sentido coloca-las no lixo, aumentando o volume de resíduos, sabendo que ao guardá-las estamos também a promover a reciclagem e o reaproveitamento do plástico?
Pois bem, para aqueles que estão a juntar tampinhas para alguma causa em concreto, continuem a fazê-lo e quantas mais melhor! Para aqueles que estão a juntar mas não sabem onde entregar e para quem ou para aqueles que ainda não começaram a juntar mas querem começar a fazê-lo, aqui está uma causa a que não podemos ficar alheios!
 
Sou uma menina de 7 anos mas muito lutadora. Sempre fui muito brincalhona e sorridente mas aos 8 meses e meio estive em contacto com o vírus do herpes e adoeci com uma encefalite herpética. Desde aí tenho lutado todos dias pela minha vida e pela minha recuperação, pois o vírus fez lesões no meu cérebro, e assim fiquei sem andar, sem falar, e sem poder brincar com as meninas da minha idade... Mas como sou muito forte e lutadora, todos dias tento recuperar na tentativa de voltar a ter uma vida normal, como qualquer outra criança :(
 
A Miriam, a pequena lutadora, utiliza as tampinhas de plástico e as caricas de metal, para pagar os tratamentos de fisioterapia que têm sido tão importantes para a conquista da sua autonomia! Cada tampinha significa um sorriso e por isso estou solidário com a Miriam e a sua mãe, ambas grandes lutadoras! A Miriam que só queria voltar a ter uma vida normal e a sua mãe, Sandra que como todas as mães quer o melhor para a sua filha!
Como a Miriam vive no Algarve, em São Brás de Alportel e como sendo algarvio também, indo mensalmente ao Algarve, esta é uma forma de trazer a solidariedade para com a Miriam até ao Oeste e levar essa mesma solidariedade ao Algarve!
Nesse sentido, venho por este meio pedir para quem está a juntar tampinhas e ainda não tenha uma causa onde as entregar, ou para quem comece a juntar hoje, após ler este post e queira apoiar a causa da Miriam que me faça chegar as tampinhas até ao início de Dezembro, altura em que irie ao Algarve e encarrego-me de as entregar em mão à mãe da Miriam!
Por isso meus amigos, na zona de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche e Rio Maior, podem entregar-me as tampinhas para a causa da Miriam, passando a funcionar como ponto de recolha! Juntar tampinhas é um pequeno gesto que não custa nada e o sorriso da Miriam é tão grandioso e contagiante!
As formas de contactarem-me podem ser através de mail para miggim@sapo.pt ou através do meu perfil no Facebook em https://www.facebook.com/miguelangelogoncalves.miguel!
Que a solidariedade da Região Oeste contribua para o sorriso da Miriam!
 
Mais informações sobre esta causa aqui! Não fique alheio porque um sorriso custa tão pouco!
Este sacão enorme já está cheio, quantos mais vou levar para a Miriam?


 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Incluir a Inclusão?

"(...) Gostaria de realçar dois aspectos afirmativos que pertencem a esta arquitectura de “pertença” do conceito de inclusão: o primeiro é que estar incluído é antagónico a estar excluído. Quer dizer que a inclusão se constitui antes de mais como uma trincheira de combate à iníqua e epidémica exclusão que existe nas nossas sociedades. Exclusão devida à desigualdade social, às condições de deficiência, exclusão justificada pela inteligência, pelo dinheiro, pelo nascimento e até pelo género. Inclusão é pois, e antes de mais, o oposto, o antídoto e a convocatória para lutar contra a exclusão. Em segundo lugar, “estar incluído” é ser bem-vindo aos serviços, instituições, grupos e estruturas que podem interessar ao desenvolvimento, à participação, à cidadania e à actividade humana de cada pessoa. E aqui existe um enorme campo de progressão que as estruturas sociais têm de fazer para que cumpram a parte que lhes compete na inclusão. Precisamos que as pessoas não sejam barradas por preconceitos, por barreiras, por atitudes afectadas, pela defesa patética dos valores da instituição à custa dos valores das pessoas. Precisamos que a inclusão esteja na linha da frente da missão que as estruturas da nossa sociedade têm que concretizar.
Inscrever a inclusão nas prioridades da missão das instituições não é mais do que regressar à verdadeira causa pelas quais elas foram criadas. Vejamos exemplos: quando se criaram as escolas não foi dito, por exemplo, que elas deveriam ser só para alunos sem deficiência; quando se criaram os hospitais não se disse que eles eram só para quem tivesse dinheiro; quando se criaram os transportes públicos até lhes foi dado o nome de “omnibus” (“para todos”). Portanto, pensar em inclusão é “limpar” todas as pequenas alíneas, atitudes, normas e condicionamentos que impediram perversamente que as instituições sociais cumpram aquilo para que foram criadas."
 
David Rodrigues
Professor Universitário
Presidente da Pró-Inclusão
 
Muito existe por fazer, muitas arestas para limar... Falar de inclusão é bonito e actual, mas muitas vezes ficam por meras intenções e pouco mais que isso! Existe a vontade, mas na prática continuamos no dia a dia a atropelar esta coisa da Inclusão! Mas uma sociedade que não é inclusiva, não é digna de ser uma sociedade, porque não absorve e permite relações sociais em si, tal como é natural ocorrer nos cidadãos sem deficiência!
Nas Caldas da Rainha, aguarda-se o levantamento dos erros e barreiras arquitectónicas que está a ser efectuado para que possamos ter uma cidade mais inclusiva e para todos! Mas também nunca consegui perceber como se pode avançar com um estudo destes sabendo o estado actual da cidade e do caos instalado com as obras de Regeneração Urbana que convinhamos, nalgumas situações não se adequam a estas questões da inclusão... como podemos estar a fazer obras e não contemplar estas questões? Enfim aguardemos pelos resultados!
 

sábado, 3 de maio de 2014

100...

 
Este é o centesimo post deste blog!
Por aqui já foram escritos 99 post sobre cidadania participativa, sobre promoção da saúde, sobre direitos dos animais e sobre inclusão!
Amanhã vêem aí mais 100, 1000, 10000 posts, tantos outros... Assim sou eu, assim estou a fazer a minha parte! Obrigado aos quase 6000 visitantes que ao longo destes 7 meses têm acompanhado este blog! Muito obrigado a todos!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sindrome de Down! Reflexão...

Hoje comemora-se o Dia Internacional do Síndrome de Down. Porque tal como sempre defendi, independentemente da condição de cada um, o mais importante é compreender para incluir e uma sociedade inclusiva é um paradigma ainda tão distante, ficam aqui este dois vídeos, um que explica o que é o Síndrome de Down, e outro, uma reflexão sobre este síndrome! Vale a pena ver, vale a pena reflectir, vale a pena INCLUIR!
 
 
 
 

sábado, 8 de março de 2014

O dia da Mulher...

 
 
Sempre fui contra os dias temáticos, não pelo que simbolizam, mas porque tendemos a concentrar tudo aquilo que devíamos relembrar todos os dias do ano, num único dia, com toda a carga comercial associada, transformando-se não num dia com o seu real sentido, mas num dia distorcido da realidade.
 O dia da Mulher não é excepção. Porque razão têm que as mulheres ter um dia no ano? Será que a sua importância não vale 365 dias do ano? Será que a maioria de nós sabemos que o dia 8 de Março, remonta a 1857 quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve? Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Só em 1910, na Dinamarca, numa conferência ficou decidido que o dia 8 de Março seria o "Dia Internacional da Mulher, em homenagem à centena de mulheres que morreu na fábrica em 1857, mas só em 1975, por decreto da ONU, a data foi oficializada...
Quantos de nós sabemos a que se deve este dia? Enfim, mas se em 1857, aquelas mulheres ousaram reivindicar mais direitos, ainda hoje, alguns direitos fundamentais são negligenciados perante as mulheres, embora hoje, nada se compare ao século passado no nosso país.
Mas a meu ver, a existência de um dia da Mulher, no calendário, apenas inferioriza mais a Mulher. O respeito, a dignidade, os direitos são ao longo de 365 dias do ano. Ainda hoje, na nossa sociedade actual, a subserviência perante o homem é uma realidade, mais frequente no interior do país. Embora a emancipação feminina tenha travado lutas, ainda existe a necessidade de mostrar que as mulheres não são seres menores ou inferiores perante os homens, mas sim iguais em direitos, deveres.
Quem me conhece sabe perfeitamente o valor que dou a uma mulher! Sempre acreditei  e defendi as mulheres! Para governar, para orientar, para gerir, para cuidar ninguém faz como elas. Assertivas, ponderadas, são o equilíbrio que precisamos. Pena que ainda hoje, na nossa política, as mulheres ainda sejam vistas como incapazes, num mundo potencialmente masculino.
Muito ainda há para fazer! Nalgumas zonas do globo as mulheres são escravas de si mesmas, cobertas da cabeça aos pés, noutras zonas, são mortas à nascença, preferindo-se os homens. Portugal felizmente tem sabido dar a volta e se no século passado, as mulheres nem sequer podiam votar, hoje podem ocupar cargos de destaque e isso agrada-me muito. Mas apesar de pensarmos que tudo está bem, ainda há muito por fazer no nosso país. Violência doméstica, mortes são casos habituais na nossa Imprensa!
Por isso como disse, e não concordando com este dia, por considerar que tal como o Natal são 365 dias (e não quando um homem quer), haja respeito pelas mulheres, tal como pelos homens, porque ambos são detentores de direitos, deveres e oportunidades. E por muito que se diga que há diferenças entre um homem e uma mulher, excluindo a nível morfológico, não considero nada mais, porque quando começamos a enumerar diferenças, jamais praticaremos a igualdade!
Viva a Humanidade!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Deficiência? Só em quem a vê!

In Correio da Manhã 05/03/2014

Mais um exemplo, uma prova provada que a deficiência só existe em quem a quer ver! Um cidadão com deficiência é um cidadão como qualquer outro, sem ter que ser discriminado por isso. E é com exemplos como o do João Matias que podemos mudar o paradigma. Tal como o João existem na nossa sociedade cidadãos que não baixam os braços e lutam diariamente num esforço acrescido para demonstrarem que são pessoas tão capazes e adaptadas como qualquer cidadão e como qualquer cidadão tem o direito de ter os mesmos direitos que qualquer outro cidadão. Confuso? Pelo contrário, simples se quisermos! Pena que as portas abram-se em Nova York e em Portugal fiquem fechadas, num mundo onde o corpo é levado a extremos. Numa luta diária pelo paradigma da inclusão para todos, nunca me cansarei de demonstrar que é possível e o exemplo do João é um exemplo de luta diária!
 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Deficientes, só os acessos!

 
No passado dia 3 de Dezembro, comemorou-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Esta data comemorativa promovida pelas Nações Unidas desde 1998, tem o objectivo de promover uma maior compreensão da deficiência, mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas e aumentar a consciência pela integração das pessoas com deficiência na vida política, social, económica e cultural. A inclusão dos cidadãos com deficiência, vem defender o direito de todos os indivíduos a participarem, de uma forma consciente e responsável, na sociedade de que fazem parte, e de serem aceites e respeitados naquilo que os diferencia dos outros. Podemos afirmar que a inclusão é uma das preocupações das sociedades democráticas contemporâneas, garantindo a todos os cidadãos, quaisquer que sejam os critérios que os determinam, todos os benefícios que o desenvolvimento dessa sociedade é capaz de propiciar: acesso à educação, saúde, cultura e a um nível de vida digno, bem como à participação e construção desta. Mas para existir uma sociedade mais inclusiva, as acessibilidades numa cidade são importantes. Como todos nós sabemos, nem sempre assim é e os cidadãos com deficiência muitas vezes são condicionados de exercerem uma cidadania participativa e acederem a uma sociedade civil para todos. Muito mais difícil é o seu acesso a edifícios públicos, tantas vezes com rampas de acesso, mas depois sem casas de banho adaptadas no seu interior. Outras vezes com as mesmas rampas de acesso, mas sem rebaixamento dos passeios, junto às passadeiras, para permitir o acesso. Nas Caldas da Rainha temos um exemplo bem prático, que tem passado despercebido ao longo dos anos, para os menos atentos, mas certamente bem presente para quem se desloque numa cadeira de rodas. Tanto a Câmara Municipal, como o Tribunal, como a Igreja, têm rampas de acesso para o interior. Perfeito e exemplo de boa prática ao nível de acessibilidade, mas o que esquecemos é que para aceder a qualquer destas estruturas, não existe nenhum passeio rebaixado junto às passadeiras. Passeios esses que para além de uma altura excessiva nalguns casos, ainda têm uma valeta para escoamento de águas! Concluímos então que as estruturas que parecem acessíveis nada mais são do que três “ilhas” intransponíveis que só com a boa vontade alheia permitem um cidadão com deficiência ter igualdade de acesso. Eu próprio sentei-me numa cadeira de rodas e experienciei esta aventura! Deviam nossos autarcas, engenheiros e arquitectos experimentar tal sensação… certamente menos erros eram cometidos. Esperemos que as obras de regeneração urbana previstas para esta zona, à semelhança do que já ocorreu noutros pontos da cidade, tragam melhores acessibilidades para os cidadãos com deficiência. E que estas questões da inclusão e das acessibilidades sejam preocupações diárias e não apenas lembradas neste dia 3, porque os cidadãos com deficiência não são diminuídos pela sua condição, mas iguais em direitos e deveres!
 
Miguel Miguel
 
In Jornal das Caldas, 11 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Abracei sem hesitar!




O desafio era "Abraçar a Diferença" e por isso respondemos ao desafio. No passado dia 3 de Dezembro, comemorou-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, promovido pela ONU desde 1998, no sentido de promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados com a deficiência, mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas e aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela inclusão das pessoas com deficiência na vida política, social, económica e cultural.

A Associação MVC - Movimento Viver o Concelho, associação cívica, não podia deixar passar esta efeméride sem desenvolver o evento "Abraçar a Diferença" com os objectivos de:
  • Compreender a importância da Inclusão da Pessoa com Deficiência na sociedade;
  • Sensibilizar para as diferentes deficiências apresentadas;
  • Perceber que limitações cada uma delas implica;
  • Perceber que dificuldades estas(es) cidadãs(ãos) enfrentam diariamente, em especial na nossa cidade/concelho;
  • Conhecer que propostas/sugestões podem ser facilitadoras de uma maior inclusão e participação na nossa cidade/concelho.
Pelas 20:30, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, numa noite fria e desagradável, cerca de 60 pessoas encheram o auditório, sensíveis à problemática das pessoas com deficiência.
Foram 3 horas e 15 minutos onde se apresentaram 6 testemunhos de vida (Lesões vertebro medulares, Esclerose Múltipla, Cegueira, Paralisia Facial e Autismo) e onde aprendemos como é viver com uma deficiência, como foi a adaptação e essencialmente como é viver numa cidade como Caldas da Rainha.
O público assistiu com interesse, sensibilizou-se e muito, as histórias de vida foram fantásticas, e ficámos a saber que embora a legislação o obrigue, ainda há muitas coisas por fazer. Nas Caldas tem sido feito um esforço nesse sentido e inclusive as obras de regeneração urbana têm tido alguma sensibilidade, contudo ainda há muito por fazer se queremos uma sociedade verdadeiramente inclusiva onde todos contam, participam e são parte integrante.
Uma noite diferente onde se partilhou experiências de vida, aprendemos muito e acima de tudo, refletimos sobre esta problemática.
Um obrigado especial a todos os que permitiram a realização deste fantástico evento, aos participantes que não hesitaram em dar o seu testemunho e à Escola de Hotelaria e Turismo que acolheu esta fantástica iniciativa da Associação MVC.
 
 


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Acessibilidade, boa notícia!

Finalmente a Câmara Municipal, apresenta a sua preocupação com as acessibilidades e quer implementar um Plano Local e Municipal de Promoção da Acessibilidade. Sendo a área das acessibilidades, de extrema importância, nas competências de um enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação, tendo como descritivo da competência nessa área:

 
Adaptado do Regulamento das Competências do E.E.E. de Reabilitação - Ordem dos Enfermeiros
 
Fico muito contente por saber que o executivo atual, faz desta problemática, uma prioridade na sua política.
A criação de "uma cidade para todos", palavras de Tinta Ferreira, iniciou-se com uma candidatura ao Programa Rampa e com base nessa aprovação, a empresa MPT, com um custo previsto de 50000 euros, irá trabalhar estas questões, apresentando no final "uma radiografia completa do território, detetando problemas arquitetónicos e apresentar soluções com o espaço público e privado envolvente", palavras de Paula Teles, responsável pela empresa. Esta análise é feita em cinco áreas, espaços públicos, edifícios, transportes, comunicação e infoacessibilidade. Também a comunidade educativa vai ser envolvida, permitindo capacitar os mais jovens para a problemática da inclusão de todos na sociedade.
Sem dúvida que a aposta numa cidade inclusiva e acessível para todos será uma mais valia e fará Caldas da Rainha um exemplo a seguir nestas questões (esperando eu que tudo corra pelo melhor), mas ainda assim levanto algumas questões:
  • Estando nesta altura, a cidade mergulhada em obras de regeneração urbana, onde está a sofrer alterações profundas nalgumas artérias da cidade, como se contornará se a "radiografia" que vai ser feita apontar deficiências nas obras atuais?
  • É certo que nestas obras de regeneração, existe algum cuidado nestas questões das acessibilidades, desde o rebaixamento dos passeios junto às passadeiras, como a diferença de piso nos mesmos locais para o invisuais, mas como exemplifica a foto abaixo, a colocação de pinos junto a algumas passadeiras são de todo incorrectos. Servem para quê? Se perguntarem a um invisual o que acha dos pinos nos passeios e se for homem, vai responder, que é um verdadeiro perigo para a sua zona genital!
 
  • Aposta-se neste plano para tornar uma cidade mais acessível para todos, mas essencialmente para cativar turismo sénior. Todos sabemos que a idade avançada detiora o equilíbrio, a força, implicando limitações na mobilidade. Mas Tinta Ferreira afirma que "as condições de clima e localização, bem como a reabertura do Hospital Termal, implicam podermos vir a ter um cluster importante de captação de turismo sénior". Acho muito bem e assim espero que seja, mas referir que é o turismo sénior o grande motivo desta aposta é limitar aquilo que é a inclusão e a participação da pessoa com deficiência e uma coisa sabemos, uma cidade acessível para a pessoa com deficiência, é certamente uma cidade acessível para o turismo sénior.
  • Fazendo parte deste Plano a parte educativa e tendo havido propostas consistentes na promoção da inclusão já há algum tempo atrás, ainda no anterior executivo, onde Tinta Ferreira era responsável pelo Pelouro da Educação, não percebo porque este não permitiu que se desenvolvesse esse projecto, gratuito e voluntário, sem encargos para a Câmara Municipal e ainda por cima, o "não" foi acompanhado de arrogância! Ainda bem Sr. Presidente que repensou as suas opções, porque sinceramente também não percebia o porquê de afirmar repetidamente que as boas ideias são sempre bem vindas e não soube aproveitar esta!
 
Fico contente, como disse anteriormente, com esta opção do executivo camarário, só espero é que este Plano não venha colidir com alguns pontos da Regeneração Urbana em curso, o que seria um esbanjamento de dinheiro, para modificar o que deveria ter sido pensado de raiz. Sei que as candidaturas nem sempre acontecem nos momentos que queremos, mas o que censuro é as obras de regeneração, apesar de mostrarem alguma sensibilidade para estas questões, não terem aprofundado mais a sua intervenção em nome de uma cidade inclusiva para todos. A foto que mostro acima é um exemplo de um erro grave no meu entender!
Veremos...



terça-feira, 22 de outubro de 2013

O papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação na Inclusão!

A enfermagem de reabilitação, especialidade com percurso recente dentro da história da enfermagem, surgiu como resposta à necessidade, de no nosso país não existirem respostas no tratamento ou reabilitação de deficientes motores, surgindo por isso a necessidade de formar profissionais nesta área. Foi em 1965 que se iniciou o primeiro curso de Especialização em Enfermagem de Reabilitação, inovador no conceito de cuidar, cobrindo todos os grupos etários e impondo que a acção iniciada na fase aguda, fosse continuada em tratamento ambulatório na comunidade (RPQCEER, 2011).
Com a criação da Ordem dos Enfermeiros e mais recentemente no sentido de definir as competências específicas do Enfermeiro de Reabilitação, foi publicado em Diário da República, a 18 de Fevereiro de 2011, o Regulamento 125/2011, o qual define que o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação “possui um conjunto de conhecimentos e procedimentos específicos que permitem ajudar as pessoas com doenças agudas, crónicas ou com as suas sequelas a maximizar o seu potencial funcional e independência”. São este conjunto de conhecimentos e procedimentos específicos que vão permitir cuidar de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida, em todos os contextos da prática de cuidados. Também pretendem capacitar a pessoa com deficiência, limitação da actividade e/ou restrição da participação, para a reinserção e exercício da cidadania e maximizar a funcionalidade, desenvolvendo as capacidades da pessoa (Regulamento 125/2011). Embora este conjunto de competências específicas seja abrangente, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação intervém na alteração da funcionalidade a nível motor, sensorial, cognitivo, cardio-respiratório, alimentação, da eliminação e da sexualidade e partindo destes eixos, presta cuidados especializados e individualizados para cada indivíduo, tendo um papel relevante também na “educação dos doentes e famílias e para os habilitarem a tornar-se autoridades quanto à sua condição e situação.” (HOEMAN 2011, pág. 1).
Embora ainda actualmente as pessoas com incapacidades/deficiências sejam percepcionadas de maneira diferente, existe um conjunto de legislação internacional e nacional, bem como a criação de estruturas apropriadas no sentido de garantir à pessoa com incapacidade o direito à educação, ao trabalho, ao desporto e outros, possibilitando-lhe que se a
ssuma como cidadão de pleno direito. São exemplos disso no nosso país:
  • Resolução da Assembleia da República nº 57/2009, de 30 de Julho, que aprova o Protocolo Opcional à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adoptado em Nova Iorque, em 30 de Março de 2007;
  • Resolução da Assembleia da República nº 56/2009, de 30 de Julho, que aprova a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adoptado em Nova Iorque, em 30 de Março de 2007;
  • Decreto-Lei nº 46/2006, de 28 de Agosto, que proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde;
  • Lei nº 38/2004, de 18 de Agosto, que define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação e participação da pessoa com deficiência.
A pessoa com incapacidade/deficiência deve ser vista como um cidadão de plenos direitos e aqui os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação têm um papel importante a desempenhar, pois tal como defende HOEMAN, 2011, (pág. 1), estes “educam os doentes e famílias e certificam-se de que conhecem os seus direitos, estão completamente informados e capazes de dar o consentimento e obtêm todos os benefícios a que têm direito para a satisfação das suas necessidades”. Também consagrado no RPQCEER de 2011, está que a pessoa com deficiência deve usufruir do seu pleno direito de cidadania, seja qual for a natureza e severidade da deficiência, devendo desfrutar das melhores condições de vida, nos vários domínios da sua vida social. Inclusive é uma competência específica do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, presente no Regulamento 125/2011, “capacitar a pessoa com deficiência, limitação da actividade e ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania”.
 Mas não é só no âmbito da ética e da cidadania que os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação têm um papel importante a desempenhar. Porque promover a participação cívica também passa pela acessibilidade das pessoas com deficiência, quer a nível habitacional, quer a nível público, a Enfermagem de Reabilitação tem como alvo particular de atenção, no exercício do cuidar, a participação activa na definição de estratégias que, a nível local ou nacional, promovam a plena integração da pessoa com deficiência (RPQCEER, 2011).
 Também no campo dos produtos de apoio, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação tem um papel activo. Entende-se por produto de apoio “qualquer produto, instrumento, equipamento ou sistema técnico usado por uma pessoa com deficiência, especialmente produzido ou disponível que previne, compensa, atenua ou neutraliza a limitação funcional ou de participação” (Decreto-Lei n.º 93/2009). Sendo os produtos de apoio, meios de compensar a incapacidade, vem descrito nas competências específicas publicadas no Decreto-Lei 125/2011, que o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação “selecciona e prescreve produtos de apoio”, no âmbito da “concepção de planos de intervenção com o propósito de promover capacidades adaptativas com vista ao autocontrolo e autocuidado nos processos de transição saúde/doença e ou incapacidade”.

 
 
 
Excerto da contextualização teórica de trabalho realizado por mim no âmbito do
 Mestrado em Enfermagem de Reabilitação
Quem necessitar das fontes bibliográficas entre em contacto

domingo, 13 de outubro de 2013

Lutar nunca é demais...

 
Poderá ser sempre uma luta árdua! Um trabalho que se desenvolve diariamente, mas que diariamente não se obtêm resultados. Não precisa ninguém dizer! Mas também há quem me diga essa constatação que por vezes tento negar! Lutar contra a diferença daqueles que por qualquer razão apresentam alterações físicas ou mentais é sem dúvida uma batalha diária, num país que se diz desenvolvido mas faz-se tudo menos desenvolver políticas de inclusão e as poucas que existem são "esmolas para coitadinhos".
Ainda hoje num comentário, alguém que muito prezo pela sua força sobrenatural na luta pelo seu filho e pelos filhos de tantos outros, assim a deixassem trabalhar, disse-me que as dificuldades são mais que muitas e por muita boa vontade que tenhamos, não nos deixam fazer mais! E quem sou eu para duvidar? Sei que é a sociedade que temos, mas resignarmos-nos nunca! Sei que ela jamais baixará os braços na resignação, mas também sei que eu não o farei!
Quando uma porta se fechar, havemos de conseguir abrir outra! Estou aqui para trabalhar! Sendo sempre um dos meus ideais, ganhei muita força e vontade de fazer mais e muito mais em prol dos outros, nos últimos meses. Já antes havia optado pela especialidade em Enfermagem de Reabilitação, por gostar de trabalhar com pessoas com alterações da mobilidade e os estágios deram-me uma base para construir mais e melhor para todos. Às vezes levamos tempo a perceber aquilo que queremos das nossas vidas! A sociedade não é estanque, interage e cabe a cada um de nós construí-la e contribuir para que se aperfeiçoe e seja mais inclusiva para quem não tem culpa de ser como é, ou pelo menos não escolheu!
Eu tenho um papel, todos nós temos um papel! E esse papel implica desenvolver e criar outros papéis!
Não vamos baixar os braços, vamos antes erguê-los e trabalhar! Acredita que vamos conseguir fazer mais, eu acredito!

sábado, 5 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A diferença dos outros...

Sabemos que existem pessoas diferentes da maioria. Sabemos que existem alterações cognitivas, da mobilidade, físicas, que condicionam quem as padece. Todos nós sabemos isso certo? Ainda bem. E que fazemos? Nada, eu sou "normal", o problema não é meu! Até na presença da diferença já faço o papelão do ter "pena", coitadinho, deve ser tão triste ser assim... Mas a vida continua!
Sim, fico triste e com pena, mas não é da diferença dos outros, mas do modo como se encara a diferença! Vivemos numa sociedade "avançada", dizem, onde a legislação "obriga" ao respeito pelo outro, onde as/os cidadãs/ãos portadores de deficiência têm tantos ou mais direitos, mas na realidade não passa de uma utopia.
Não é difícil encontrarmos testemunhos de casos verdadeiramente insólitos, tanta coisa mal feita, ou feita a pensar nas/nos cidadãs/ãos "normais", esquecendo que a nossa sociedade tem diferenças, diferenças que têm obrigação de ser igualdade.
Lutar por uma sociedade inclusiva é uma batalha travada diariamente. Custa, os ganhos obtidos são poucos, mas a mudança de uma consciência é uma vitória ganha em duas!
Ao escolher a minha especialidade, Enfermagem em Reabilitação, ganhei um papel determinante. A minha preocupação enquanto cidadão, adquiriu competências para lutar contra a diferença, diferença por motivo natural, acidente ou patologia, leva a incapacidade física ou motora. Fiquei ainda mais desperto e observador do que não está bem, ou poderia estar melhor. E ganhei mais força para lutar pela igualdade de direitos.
Nas andanças políticas de que muito me orgulho cruzei-me com quem também luta contra esta discriminação enraizada na sociedade. Uma luta diária que só sabe quem sente e tenta explicar o autismo a quem teima não querer perceber!
E concluí que não basta querer fazer, é preciso que queiram que se faça e mesmo voluntariamente não se permite. Paradoxal não é? Não! Curioso!
Volto ao início: sabemos que existem alterações cognitivas, da mobilidade, físicas, que condicionam quem as padece! Falso! Se as/os cidadãs/ãos portadores de deficiência se sentem condicionados, é porque no ambiente onde estão inseridos, não existe adequação, não existe inclusão, não existe o direito de ter direito a participar ativamente na sociedade. E sentir-se preso na liberdade da nossa sociedade é algo incompreensível.
Luto diariamente para mudarmos de paradigma. Por vezes não mudando aspectos físicos, sorriu quando mudo "aspectos mentais" de alguém. Sensibilizar e sensibilizar e nunca parar. Fazer mais, sempre!