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sexta-feira, 19 de maio de 2017

18º Artigo "Pela Sua Saúde..." . Conhecer o Melanoma!

In Jornal das Caldas de 17 de Maio de 2017

Numa altura do ano em que inicia a época balnear e aumenta a exposição solar, é importante conhecer melhor o melanoma, um cancro cutâneo, que tem origem na transformação maligna dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina que nos dá a coloração da pele.

Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos são ativados produzindo mais melanina, fazendo com que a pele fique bronzeada. Por vezes, surgem na pele proeminências de grupos de melanócitos bem circunscritos, chamados sinais ou nevos. Na nossa pele podem existir inúmeros sinais sem qualquer relação com o melanoma, contudo perante a mudança de características de um sinal pré-existente, nomeadamente alteração no tamanho, forma, cor, textura, aparecimento de comichão, exsudado ou hemorragia devemos ficar alerta e consultar um dermatologista. O aparecimento de um novo sinal deve também ser valorizado.

São factores de risco para o desenvolvimento de melanomas, indivíduos com a pele clara, a exposição prolongada ao sol, queimaduras solares graves, com feridas ou bolhas, a radiação UV, a presença de muitos sinais na pele, antecedente pessoal ou familiar de melanoma, sistema imunitário enfraquecido.

É importante que faça também o seu auto-exame da pele através da Mnemónica ABCDE (ver tabela). Ninguém melhor do que o próprio para detectar pequenas alterações de sinais pré-existentes ou aparecimento de novos sinais. Qualquer alteração na pele que considere relevante ou diferente deve ser referida ao médico. A melhor altura para fazer um auto-exame da pele é depois de um banho ou duche. Deverá observar a pele, numa zona bem iluminada, usando um espelho de corpo inteiro e um espelho de mão.

O aspecto dos melanomas pode variar muito. Alguns apresentam todas as características/alterações referidas na Mnemónica ABCDE, enquanto outros podem apresentar alterações em apenas uma ou duas das características. Normalmente o melanoma é indolor.

As possibilidades de cura são maiores se o melanoma for diagnosticado e tratado numa fase inicial, em que não invade a pele em profundidade. Se não for removido numa fase inicial, as células tumorais podem disseminar-se e invadir em profundidade a pele ou tecidos/órgãos vizinhos. Nestas situações a doença é mais difícil de controlar.

A prevenção é muito importante, por isso existem alguns cuidados básicos a ter em conta. Evitar a exposição solar entre as 10 e as 17 horas. Usar vestuário para proteger as áreas expostas ao sol e óculos de sol. Usar protector solar com factor de protecção elevado de 2 em 2 horas, especialmente na praia depois do banho ou quando houver sudorese intensa. Examinar regularmente a pele e vigiar as alterações dos sinais conhecidos e aparecimento de novas lesões suspeitas. Evitar os solários e comportamentos de risco, nomeadamente escaldões e exposição solar intensa nas crianças. Lembre-se sempre que a prevenção é importante para ter mais saúde!

Enf. Miguel Miguel
Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt


domingo, 30 de abril de 2017

Educação para a Saúde!



Educar para a saúde consiste em dotar os cidadãos de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo.
A saúde de cada pessoa depende de vários aspectos, nomeadamente do seu projecto de vida, do seu sentido de felicidade e dos comportamentos e estilos de vida que decide seguir. A leitura que cada um faz de si e do mundo é determinante para a forma como assume a responsabilidade social de contribuir para o bem comum, ou seja, cada cidadão é actor e autor de um percurso de vida, com implicações na sua saúde e das pessoas com as quais interage. Assim, na sociedade actual espera-se que todos tenham meios e recursos que lhes permitam desenvolver capacidades e competências para traçar um caminho pessoal e colectivo em direcção ao bem-estar físico, psíquico e social.
A Educação para a Saúde surge como um meio facilitador deste percurso, no sentido de preparar os indivíduos para um papel activo na saúde. Assim, um dos seus principais objectivos é ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de tomada de decisão, responsabilizando-as pela sua saúde. Pretende-se que as pessoas se sintam capazes para colaborarem nos processos de mudança, com vista à adopção de estilos de vida saudáveis e promotores de saúde.
A Organização Mundial de Saúde defende que é fundamental capacitar as pessoas para aprenderem durante toda a vida, preparando-se para todos os estádios do seu desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades. Estas intervenções devem ter lugar em vários contextos como por exemplo a escola, e o trabalho.
Educar as pessoas para a saúde é, então, criar condições para que adquiram informação e competências necessárias para fazerem escolhas saudáveis e modificarem os comportamentos de risco. Por vezes, não se mudam comportamentos apenas porque alguém dá indicação da necessidade de mudança, ou disponibiliza a informação actualizada em saúde. A mudança ocorre quando os interesses e necessidades do indivíduo, família e comunidade são valorizados, envolvendo-os como sujeitos activos e participantes.
Educar para a saúde, um desafio que gosto de encarar!

Adaptado de:
"Os enfermeiros e a Educação para a Saúde"
http://www.ordemenfermeiros.pt 

domingo, 23 de abril de 2017

Começar por caminhar...

A adopção de um estilo de vida saudável pode parecer para muitos um caminho difícil, cheio de restrições, sacrifícios e obstáculos. Não é! Antes diria que é uma forma de estar e ser e como tudo na vida custa um pouco ao início, mas quando bem interiorizado é algo que já não conseguimos abdicar.
Muitas vezes é no primeiro passo que estamos renitentes. Achar que vamos deixar de comer as coisas que gostamos, achar que temos que ter dores no corpo para que o exercício físico tenha efeitos positivos, são falácias que inibem o tal passo. Mas é de forma progressiva que vamos caminhando na direção certa, sem fundamentalismos, adequando o nosso estilo de vida.
Depois surge o factor compensação em que o nosso corpo agradece! Sentimos melhor, com mais agilidade, mais saúde, melhor disposição, aquela que achamos impossível de atingir. Passo a passo vamos trilhando um caminho, assente em dois pilares fundamentais, a alimentação e o exercício físico. São estes dois pilares em constante interação que permitem emagrecer, tonificar o corpo, ter mais saúde! De resto basta dar o primeiro passo nesta caminhada, porque caminhar faz bem e é um bom começo ;)


terça-feira, 18 de abril de 2017

Nova imagem, novo caminho!

O blog tem nova imagem e com esta nova imagem, passa a ser a Promoção da Saúde e os Estilos de Vida Saudáveis os principais temas a serem desenvolvidos.
Anteriormente o blog era mais abrangente assentando em quatro temas fundamentais, a cidadania participativa, a promoção da saúde, a proteção dos animais e a inclusão. Não deixaram de ter importância, para mim, muito pelo contrário, continuam a ser lutas diárias da minha existência. Contudo sinto a necessidade de focalizar o foco de atenção do blog num âmbito mais profissional e nesse sentido, como enfermeiro que sou com muito orgulho, é na promoção da saúde e nos estilos de vida saudáveis que me revejo e quero aprofundar cada vez mais.
O facto de poder influenciar na adopção de comportamentos mais saudáveis e esclarecendo os visitantes do blog sobre os mais diversos assuntos de saúde é algo que muito me dá prazer e pelo qual luto todos os dias.
Porque um estilo de vida saudável não tem preço e mais que saúde diária, é uma forma de estar na vida! Vamos nisso?


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sarampo, obrigado papás!

In Jornal Público 17/04/2017

Infelizmente uma doença considerada erradicada do nosso país, volta a constituir-se numa epidemia com consequências imprevisíveis para a nossa população. As notícias repetem-se com o número de casos a subir de dia para dia.
A culpa desta epidemia? Essencialmente à não vacinação das crianças! Aliás o caso que infectou profissionais de saúde do Hospital de Cascais, partiu de uma criança não vacinada. Quando sabemos que a vacina tem uma taxa elevadíssima de eficácia é pura negligência por parte dos pais a não vacinação das crianças. É o que eu chamo de "papás alternativos" que devido a "manias" não fundamentadas cientificamente que diabolizam as vacinas optam pela não vacinação dos filhos e depois assistimos na propagação de um vírus altamente contagioso e de difícil controlo.
Ora tratando-se de um caso de saúde pública, pondo em risco a saúde e mais grave, a vida da população, a vacinação contra o sarampo deveria ser obrigatória, não tendo os pais qualquer direito ou superioridade legal para o impedir. Com a saúde não se brinca, os gastos inerentes ao controlo destes surtos são elevadíssimos e conter uma epidemia destas canaliza meios que deveriam estar disponíveis para dar outras respostas.
As vacinas foram, são e serão a melhor forma de prevenção de doenças contagiosas e permitem o contacto das nossas defesas com os micro organismos inactivados evitando a infeção ou se a mesma ocorrer, com efeitos mínimos, dando às nossas defesas capacidade para debelar rapidamente a infeção. Estes novos "papás alternativos" que recusam vacinar os seus filhos por motivos não fundamentados cientificamente em nome dos efeitos secundários nefastos que consideram as vacinas terem, apenas contribuem para uma epidemia de uma doença erradicada no nosso país!
Mas a saúde de toda a população não pode ser posta em causa por correntes alternativas que consideram as vacinas prejudiciais à nossa saúde quando são as vacinas que permitiram construir uma sociedade com menos morbilidade e mortalidade! E a pena é ainda não se ter descoberto vacinas para tantas outras doenças infeciosas!
Penalizem-se estes "papás alternativos", retire-se a guarda das crianças temporariamente se for necessário para a vacinação se os pais não quiserem tal como se faz para um procedimento médico em que os pais não autorizem, mas em que esteja em causa a integridade e a saúde da criança. Neste caso, não é só a saúde da criança, mas a saúde de toda a população! Parece radical mas quando questões básicas de saúde são negligenciadas, não há como facilitar!
Felizmente a DGS admite que esta epidemia fique circunscrita rapidamente! Esperemos que sim!

O SARAMPO
É uma das infeções virais mais contagiosas, transmitindo-se de pessoa a pessoa, por via aérea através de gotículas ou aerossóis. As pessoas adquirem o sarampo principalmente ao inalar microgotas de uma pessoa infetada que se encontram em suspensão no ar depois de terem sido expelidas pela tosse. O vírus responsável pelo sarampo é o Morbillivirus e o Homem é o único hospedeiro.
O tempo de incubação da doença é de 8 a 13 dias. Assim, é possível ser-se portador do vírus sem saber. 
Os sintomas iniciais do sarampo são:
  • Febre
  • Congestão nasal
  • Irritação na garganta
  • Tosse seca
  • Vermelhidão dos olhos
Após 2 a 4 dias surgem minúsculas manchas brancas (manchas de Koplik) na boca, nem sempre detetáveis.
Ao fim de 3 a 5 dias, o sarampo causa uma erupção na pele associada a comichão ligeira, sobretudo nas orelhas e no pescoço, com um aspeto de superfícies irregulares, planas e vermelhas que rapidamente vão crescendo. Essa erupção espalha-se para o tronco, braços e pernas, e começa a desaparecer do rosto.
No pico do sarampo, o doente sente-se muito prostrado, a erupção é extensa e a febre pode ultrapassar os 40º C. Ao fim de 3 ou 5 dias, a temperatura diminui, os sintomas aliviam e as manchas restantes desaparecem rapidamente.
Nas crianças saudáveis e bem nutridas, o sarampo raramente é grave, no entanto, pode complicar-se com infeções bacterianas como uma pneumonia (sobretudo nos bebés) ou com uma infeção no ouvido médio. A infeção cerebral (encefalite) é uma complicação grave que ocorre em cerca de 1 em cada 1000 ou 2000 casos, causando febre alta, convulsões e coma, normalmente entre 2 dias e 3 semanas depois de a erupção ter aparecido. Esta encefalite pode ser breve, recuperando ao fim de aproximadamente uma semana, ou pode causar danos cerebrais ou até a morte.
Não existem medicamentos específicos para tratar o sarampo. O objetivo do tratamento é proporcionar conforto e alívio até os sintomas desaparecerem, o que demora cerca de 2 a 3 semanas. É importante controlar a febre e as dores musculares, recorrendo a paracetamol ou ibuprofeno, repouso, ingestão de muitos líquidos, uso de humidificadores para alívio da tosse e suplementação em vitamina A. Se surgir uma infeção bacteriana secundária, deverá ser prescrito um antibiótico.
A vacina contra o sarampo é uma das imunizações que se aplicam sistematicamente na infância, geralmente em conjunto com a vacina da papeira e da rubéola. Presentemente, recomenda-se a 1ª dose desta vacina aos 12 meses e a 2ª dose aos 5-6 anos, antes da escolaridade obrigatória.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

17º artigo "Pela sua Saúde..." - Hepatite A - Desmistificar

Artigo publicado no Jornal das Caldas - 12/04/2017

A Hepatite A tem sido tema na comunicação social, pela existência de um surto da doença em Portugal. Importa saber como se transmite, não só para prevenir a infecção como para desmistificar alguns factos que a comunicação social não soube esclarecer, levando a opinião pública a associar a Hepatite A a determinados grupos de risco, o que é errado. Mais que grupos de risco, qualquer doença deve ser associada a comportamentos de risco e esses sim devem ser evitados por forma a prevenir a sua transmissão.
O vírus da Hepatite A (VHA) entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A. Esta doença cura-se rapidamente na maioria dos casos (ao fim de cerca de três semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico e sem deixar vestígios. Após a cura, o vírus desaparece e surgem anticorpos protectores que impedem uma nova infecção, por isso, não existem portadores crónicos.
Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns que, consoante a reacção do organismo, podem manifestar-se durante um mês. De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos mas, as dúvidas desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados, sinal de icterícia.
O VHA transmite-se, geralmente, através da ingestão de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais contendo o vírus. Também a transmissão por via sexual pode ocorrer e parece ser esta a via de transmissão que está na origem do surto de Hepatite A em Portugal. Tal deve-se a comportamentos de risco como o não uso do preservativo numa relação sexual anal, ficando o indivíduo exposto à matéria fecal do parceiro e consequentemente a sua infecção.
A prevenção em termos individuais, passa por manter hábitos de higiene elementares e, em termos colectivos, a continuação da aposta na melhoria das condições sanitárias e na educação. O contacto com pessoas infectadas é também um factor de risco, sendo necessário redobrar os cuidados durante o período infeccioso e lavar a louça a altas temperaturas, não utilizar a mesma sanita, não partilhar a mesma cama e ponderar os contactos sexuais, evitando o sexo oro-anal e usando preservativo no caso da penetração anal.
A vacina contra a hepatite A é obtida a partir do vírus inactivo, é bastante eficaz e não tem quaisquer contra-indicações. Só pode ser administrada mediante prescrição médica e principalmente a pessoas que vão viajar para países pouco desenvolvidos.
A DGS está a acompanhar a evolução deste surto e importa reforçar a adopção de medidas de protecção individual evitando ao máximo os comportamentos de risco. Visto a via de transmissão neste surto ser a via sexual, o uso do preservativo é obrigatório na prática sexual em especial no sexo anal. Lembre-se que mais vale prevenir e para prevenir é preciso conhecer!

Enf. Miguel Miguel

Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sugestão para o Parq'Ativo!

Relativamente à sugestão que a leitora da Gazeta das Caldas, Katia Pinheiro, fez em relação ao Parq'Ativo, parece-me importante esclarecer:

In Gazeta das Caldas de 24/06/2016

No projecto inicial do Parq'Ativo do qual fui promotor no âmbito do Orçamento Participativo, estava contemplado a plantação de árvores de sombra de folha caduca, que permitissem no Verão oferecer sombra ao parque e no Inverno, permitissem a entrada do sol no espaço.
Dois ou três dias antes da inauguração, alertei o Sr. Vereador Hugo Oliveira, que o projecto não estava concluído, faltando:

  • As árvores que não tinham sido plantadas. As mesmas foram plantadas na véspera e com o porte actual que têm, nem no próximo ano, estarão em condições de oferecer a sombra que o parque necessita;
  • Não existia banco para os utilizadores do parque se sentarem a descansar. Foi colocado o banco junto à parede;
  • Não existe o bebedouro que considerei essencial para os utilizadores se hidratarem. Não existe e não existirá, tendo sido dito pelo Sr. Vereador Hugo Oliveira que os bebedouros públicos estão a ser avaliados uma vez que levantam problemas ao nível da higiene e saúde pública. Para mim é apenas mais uma manobra para se consumir água engarrafada, porque bebedouros públicos sempre houve e acredito que deviam haver mais pela cidade, mas são "lobbies" instalados!
Nesse sentido e uma vez que efectivamente não existe qualquer sombra, parece-me a sugestão de Kátia Pinheiro perfeitamente admissível. Pena que a Junta de Freguesia ainda não tenha dado qualquer resposta à sugestão desta utilizadora do Parq'Ativo!

Como enfermeiro que sou, alerto ainda que a eventual colocação de um toldo ou outra qualquer estrutura que providencie sombra, a prática de exercício físico não deve ser realizado nas horas de maior calor, entre as 11  e as 17 horas e os utilizadores devem sempre fazer-se acompanhar de água para se poderem hidratar que infelizmente não existe no Parq'Ativo embora o projecto inicial o contemplasse.

Como promotor do Parq'Ativo estarei atento ao desenrolar desta e de outras questões relacionadas para que o Parq'Ativo possa ser funcional e ir de encontro aos interesses dos seus utilizadores.

sábado, 18 de junho de 2016

Objectivo: estilo de vida saudável!

O verão e as temperaturas quentes (às vezes) estão aí e como sempre começa a corrida às dietas rápidas, aos exercícios de última hora, às correrias em frente do espelho, tudo para deixar de ver aquele peso a mais que não só pesa fisicamente mas também pesa na consciência.
O problema é que todos estes objectivos "express" apenas desequilibram o corpo no seu todo, podendo até ser a causa de inúmeras doenças a longo prazo. Depois o efeito montanha russa. Quem vive do engorda/emagrece apenas prejudica a sua saúde e o seu bem estar.
Por isso o objectivo deve ser apenas e só, um estilo de vida saudável e não dietas e mesinhas milagrosas. E quando falo em estilo de vida saudável, obviamente falo da díade exercício físico e alimentação. A prática regular de exercício físico e uma alimentação equilibrada não se podem dissociar, porque um implica o outro na luta por um estilo de vida saudável.
Depois nunca podemos esquecer que este é um objectivo a longo prazo (para a vida) e não apenas um ou dois meses! Sim, todos nós sabemos que resistir a festas, ficar no sofá e tantas coisas que consideramos maravilhosas não é para todos e muito menos para a vida, mas também ninguém proibe. Um estilo de vida saudável não implica uma vida escrava e sem piada que muitos pensam ser. Pelo contrário um estilo de vida saudável implica comer de tudo, mas com moderação, pri
veligiando alimentos mais saudáveis como legumes, frutas, peixe e carnes brancas em detrimento de doces, fritos e bla bla bla que toda a gente sabe! Também a prática de exercicío físico não tem de ser um treino para os jogos olímpicos, mas sim ser regular e virar rotina.
Por isso o objectivo será sempre um estilo de vida saudável a longo prazo e nunca uma imagem que vestimos apenas para usufruir de dois meses de calor, porque mais tarde a saúde que precisamos ter para viver mais anos, prega-nos uma partida e geralmente das grandes!
Agora pode ser um bom ponto de partida ter como incentivo o verão que vem já aí! O segredo está em não ficar por este verão, mas sim desafiar as restantes estações do ano! Vamos tentar?


sábado, 14 de maio de 2016

Visita ao PARQ'ATIVO!

Decorreu hoje, pelas 11 horas, inserida nas comemorações das Festas da Cidade, a visita ao PARQ'ATIVO. Este projecto, do qual fui eu o proponente, foi possível de concretizar, através do Orçamento Participativo 2014 (OP) e dois anos depois, tornou-se realidade.
Não sendo uma ideia inovadora a nível nacional, a realidade é que nas Caldas da Rainha não existia em 2014, qualquer estrutura deste tipo, que permitisse aos caldenses praticar exercício físico de forma simples, prática, gratuita e ao ar livre. Depois da apresentação deste projecto no OP 2014, o qual foi um dos mais votados, surgiram nas Caldas da Rainha, as chamadas "ilhas fitness", uma delas localizada no Complexo Desportivo e outra no Parque D. Carlos I, construídas pelas respectivas juntas de freguesia.
Depois de algum descontentamento da minha parte, (pode-se ler aqui no blog), o dia é de alegria pela concretização efectiva do projecto. Hoje foi então visitado pelo Sr. Presidente da Câmara, Dr. Tinta Ferreira bem como os Srs. Vereadores, Srs. Deputados Municipais, Srs. Presidentes de Junta, convidados, cidadãos e comunicação social, numa tentativa de se valorizar os projectos do OP, bem como a valorização deste intrumento da cidadania participativa.
Tal como o PARQ'ATIVO, hoje estão a ser visitados outros projectos que nasceram a partir do OP. Foram assim visitadas as Hortas Urbanas, Rotunda Segura, Parque da Encosta, Fonte das Lágrimas, Pomar Urbano e o Lavadouro da Ponte da Pedra.
Resta-me desejar que os caldenses usufruam deste equipamento e a par de uma alimentação equilibrada, possam praticar exercício físico, premissas essenciais para uma vida saudável!





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

16º artigo "Pela sua Saúde..." - O vírus Zika

In Jornal das Caldas de 10/02/2016

Ultimamente nos meios de comunicação social, em sido frequente falar no vírus Zika e na sua propagação nos países da América Latina, em especial no Brasil. Embora Portugal não seja um país em que o vírus esteja a propagar-se, infelizmente já existem pelo menos 6 casos detectados em cidadãos oriundos do Brasil e que viajaram para o nosso país. Porque acredito que a melhor forma de evitar alarmismos é esclarecer e manter os cidadãos informados, decidi escrever este artigo para dar a conhecer o vírus Zika.
O vírus Zika provoca uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos. Os principais sintomas são erupções pruriginosas na pele, febre intermitente, conjuntivite sem prurido, dores musculares e nas articulações e cefaleias. São menos frequentes mas pode surgir dor de garganta, tosse e vómitos. Há suspeitas ainda não inteiramente comprovadas que a doença possa provocar alterações no feto durante a gravidez, em particular microcefalia. Aconselha-se por isso que as mulheres grávidas que tenham permanecido em áreas afectadas, após o regresso, consultem o seu médico assistente, mencionando a viagem.
Geralmente a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias, embora as dores articulares possam permanecer durante um mês.
Não existe tratamento específico para o vírus Zika. O tratamento é sintomático sendo o paracetamol o principal medicamento utilizado para o controle da febre e da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.
Os principais cuidados a ter importam para quem vai viajar para zonas que estão afectadas pelo vírus Zika. Deve procurar aconselhamento na consulta do viajante, em especial mulheres grávidas. No país de destino deve seguir as recomendações das autoridades locais, evitando a picada de mosquitos. Para tal deve usar repelentes de insectos bem como vestuário adequado para diminuir a exposição corporal à picada, optar preferencialmente por alojamento com ar condicionado e com redes mosquiteiras. Deve respeitar os períodos do dia em que os mosquitos picam mais frequentemente.
Os viajantes provenientes de uma área afectada que apresentem, até 12 dias após a data de regresso, os sintomas acima referidos, devem contactar a Saúde 24 (808 24 24 24), referindo a viagem que realizaram recente. Todos os casos detectados actualmente no nosso país, evoluíram favoravelmente.
Estar informado e conhecer a doença evita alarmismos que em nada ajudam no normal funcionamento das nossas unidades de saúde. O vírus Zika e os mosquitos infectados felizmente continuam limitados noutras latitudes o que para já não implica a adopção de outras medidas de controlo, tendo apenas em especial atenção quem vai viajar ou regresse de países onde a doença prevalece. A Direcção Geral de Saúde está atenta à evolução desta doença. Para já basta manter-nos informados!

Enf. Miguel Miguel

Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

15º Artigo "Pela sua saúde..." - A Gripe


In Jornal das Caldas, 14/10/2015

Com o Outono a decorrer, a incidência da gripe aumenta exponencialmente, estando toda a população predisposta a sofrer com este problema de saúde.
A gripe é uma doença aguda, geralmente de origem viral que afecta predominantemente as vias respiratórias. O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobre­tudo através da tosse e dos espirros, mas tam­bém pode ocorrer por contacto directo, por exemplo, através das mãos. Após o contacto com o vírus, o período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geral­mente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.
Como principais sintomas podemos salientar nos adultos: início súbito de mal­ estar, febre alta, dores musculares e arti­culares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifes­tações mais comuns. Os sintomas gastrintesti­nais (náuseas, vómitos, diarreia) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário até aos 3 anos. Nas crianças maiores, os sintomas são seme­lhantes aos do adulto.
A gripe difere da constipação, pois os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da consti­pação são limitados às vias respiratórias superio­res: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.
A gripe é, habitualmente, uma doença de curta du­ração (até 3 a 4 dias) com sintomas de intensidade ligeira ou moderada, evolução benigna e recupera­ção completa em 1 ou 2 semanas.
 Nas pessoas idosas e nos doentes crónicos a re­cuperação pode ser mais longa e o risco de com­plicações é também maior, nomeadamente, pneumonia e/ou descompensação de doenças de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal). Existem inúmeras formas de prevenir a gripe, sendo a principal através da vacinação anual. Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe, nomeadamente, pessoas com 65 e mais anos de idade, principal­mente se residirem em instituições, pessoas com doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado, diabetes e outras doenças que diminuam a resistência às infecções.
A vacina da gripe é gratuita para pessoas com 65 anos ou mais e pode ser feita nos centros de saúde, sem receita médica, guia de tratamento e sem pagar taxa moderadora. As pessoas pertencentes a grupos de risco residentes em instituições ou internadas também podem vacinar-se gratuitamente. As pessoas com menos de 65 anos podem comprar a vacina nas farmácias com receita médica e é comparticipada. Recordo que o profissional mais qualificado para lhe administrar a vacina é o enfermeiro, o qual dispõe de todas as competências nessa área.
Cuide de si e dos outros, seguindo os conselhos na tabela ao lado. Aposte sempre na prevenção porque a saúde depende de todos nós!

Enf. Miguel Miguel
Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt



domingo, 3 de maio de 2015

Maio - Mês do Coração


Mês de Maio é claramente o mês do Coração! São muitos os organismos que celebram este tema e todos os temas a ele associado! Porque nunca é demais falar do coração, será pois o coração, o tema do mês de Maio, aqui no Blog Salubridades! Dicas úteis, fique a conhecer melhor o seu coração...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Actividade Física na Terceira Idade!



Todos nós sabemos do efeito benéfico de um estilo de vida activo na manutenção da capacidade funcional e da autonomia física durante o processo de envelhecimento. Na terceira idade, são muitos os benefícios:
  • melhoria na destreza;
  • melhoria do equilíbrio;
  • aumento do nível de actividade física espontânea;
  • melhoria da auto-eficácia;
  • contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea;
  • ajuda no controle da diabetes, artrite e doenças cardiovasculares;
  • melhoria da digestão alimentar;
  • diminuição da depressão.
Uma das principais causas de acidentes e de incapacidade na terceira idade é a queda que geralmente acontece por défice no equilíbrio, fraqueza muscular, desordens visuais, doenças cardiovasculares, alteração cognitiva e consumo de alguns medicamentos. A prática de actividade física regular contribui na prevenção das quedas através de diferentes mecanismos:
  • fortalece os músculos das pernas e costas;
  • melhoria dos reflexos;
  • melhoria da sinergia motora das reacções posturais;
  • incrementa a flexibilidade;
  • mantém o peso corporal;
  • melhoria da mobilidade;
  • diminui o risco de doença cardiovascular.
Segundo dados científicos a participação num programa de actividade física leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crónica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante seja o facto que reduz de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos, além de desempenhar papel fundamental para facilitar a adaptação à reforma.
Por toca a mexer, que os benefícios são infinitos!