sábado, 9 de janeiro de 2016

Candidatos à cidadania!

Como todos sabem e também por ser uma das razões de existir este blog, a CIDADANIA é algo a que dou muito valor e que defendo como premissa para construirmos uma sociedade melhor e mais justa para todos. Ser cidadão é muito mais que obedecer a um conjunto de deveres, reinvidicando direitos, é muito mais que fazer, é muito mais que ser.
Estamos prestes a eleger o representante do mais alto cargo da nação e não podemos esquecer do grande acto de cidadania que é votar nas próximas eleições. Mas por estarmos em período de campanha eleitoral, a palavra cidadania é tantas vezes utilizadas apenas por "moda" e não no seu verdadeiro sentido. Nestas eleições efectivamente elegemos um cidadão que irá ser o presidente da República, contudo acho curioso o ressalvar do ser cidadão candidato nestas eleições e não candidato militante de um qualquer partido.
Temos para todos os gostos: candidatos independentes, candidatos apoiados por partidos, candidatos apoiados por partidos (mas que não dá jeito falar nisso), candidatos que gostavam de ser apoiados por partidos e candidatos que nem sabem para que se candidatam. Nesta mescla tão heterogénea, a cidadania emerge sempre como forma de caracterizar os percursos dos candidatos, desde cidadãos exemplares à cidadania como forma de estar e ser. E depois claro, uma forma de caracterizar o caminho a seguir após as eleições.
Não acredito sinceramente pois, nestas circuntâncias a cidadania é sempre usada em vão, em nome e defesa de algo que se quer conquistar, porque fica bem referir, porque dá jeito publicitar. 
Depois ficamos por aí e aquele cidadão que se candidata ao mais alto cargo da nação, esquece-se rapidamente de princípio básicos da cidadania tais como:
  • a dignidade
  • a legalidade
  • a presunção da inocência
  • a autoestima
  • o autoquestionamento
  • a prestação de serviço
  • o conhecimento e da segurança
Pena que seja tão fácil falar, mas tão difícil (ou inconveniente) praticar...


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

15º Artigo "Pela sua saúde..." - A Gripe


In Jornal das Caldas, 14/10/2015

Com o Outono a decorrer, a incidência da gripe aumenta exponencialmente, estando toda a população predisposta a sofrer com este problema de saúde.
A gripe é uma doença aguda, geralmente de origem viral que afecta predominantemente as vias respiratórias. O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobre­tudo através da tosse e dos espirros, mas tam­bém pode ocorrer por contacto directo, por exemplo, através das mãos. Após o contacto com o vírus, o período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geral­mente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.
Como principais sintomas podemos salientar nos adultos: início súbito de mal­ estar, febre alta, dores musculares e arti­culares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifes­tações mais comuns. Os sintomas gastrintesti­nais (náuseas, vómitos, diarreia) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário até aos 3 anos. Nas crianças maiores, os sintomas são seme­lhantes aos do adulto.
A gripe difere da constipação, pois os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da consti­pação são limitados às vias respiratórias superio­res: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.
A gripe é, habitualmente, uma doença de curta du­ração (até 3 a 4 dias) com sintomas de intensidade ligeira ou moderada, evolução benigna e recupera­ção completa em 1 ou 2 semanas.
 Nas pessoas idosas e nos doentes crónicos a re­cuperação pode ser mais longa e o risco de com­plicações é também maior, nomeadamente, pneumonia e/ou descompensação de doenças de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal). Existem inúmeras formas de prevenir a gripe, sendo a principal através da vacinação anual. Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe, nomeadamente, pessoas com 65 e mais anos de idade, principal­mente se residirem em instituições, pessoas com doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado, diabetes e outras doenças que diminuam a resistência às infecções.
A vacina da gripe é gratuita para pessoas com 65 anos ou mais e pode ser feita nos centros de saúde, sem receita médica, guia de tratamento e sem pagar taxa moderadora. As pessoas pertencentes a grupos de risco residentes em instituições ou internadas também podem vacinar-se gratuitamente. As pessoas com menos de 65 anos podem comprar a vacina nas farmácias com receita médica e é comparticipada. Recordo que o profissional mais qualificado para lhe administrar a vacina é o enfermeiro, o qual dispõe de todas as competências nessa área.
Cuide de si e dos outros, seguindo os conselhos na tabela ao lado. Aposte sempre na prevenção porque a saúde depende de todos nós!

Enf. Miguel Miguel
Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Saiba onde votar!

Para evitar no dia 4, de chegar às secções de voto e desconhecer o seu número de eleitor, uma vez que o mesmo não consta no cartão de cidadão, deve antecipadamente, se ainda não sabe, qual o seu número de eleitor. Pode fazer de várias maneiras:

Através de SMS

  • Enviar sms para o número 3838 (gratuita) com o seguinte texto: RE (espaço) nº de identificação civil constante no Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão (espaço) data de nascimento (no formato AAAAMMDD)
  • Exemplo: RE 123456789 19800928
Através da Internet
  • https://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Através da Linha de Apoio ao Eleitor
  • 808206206 (custo de chamada local)
Através da Junta de Freguesia
  • Dirigindo-se à sua Junta de Freguesia
Como vê, as opções são muitas! Não há desculpa para chegar o dia das eleições e não saber o seu número de eleitor!
Cumpra o seu direito de eleger o próximo governo, assuma o seu dever de cidadão!


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Votar! Opinião do Dr. José Manuel Silva

Saiu ontem no Correio da Manhã, a opinião do Dr. José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos, sobre as próximas eleições legislativas e da importância de votar! Por estar completamente de acordo com as mesmas, passo a trascrever as suas palavras:

"São os abstencionistas que têm decidido o destino do país. Quem não vota fá-lo porque desacreditou do status quo. Todavia, na prática, quem não vota acaba por votar a favor do tal ‘sistema’ que diz que condena e critica: o seu voto não existe e, portanto, não conta. Esta situação é agravada pelo facto de os portugueses, por comodismo, terem uma enorme deficiência de cidadania. Dizem mal do ‘sistema’, mas demitem-se de intervir e votar para o melhorar. Também por esta razão, os políticos mentem tanto. Sabem que quem mais mente é quem ganha as eleições; ou seja, a culpa dos políticos mentirem tanto é dos portugueses, que premeiam os que mentem mais, elegendo-os. Quando os cidadãos penalizarem os mentirosos, não os (re)elegendo, a mentira em política cairá drasticamente. Desafio os portugue-ses a votarem massivamente. As alternativas são muitas. As próximas eleições, que vão definir o futuro do país, devem refletir a vontade real da maioria e não apenas a opinião da minoria. Se assim acontecesse, o país mudaria."

Pode ler esta opinião no site do CM, aqui.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sondagens...

Não acredito nas sondagens como indicadores do resultado das eleições ou como forma de prever quem será o vencedor mas tenho a certeza absoluta que as sondagens condicionam a intenção de voto dos cidadãos! 
As sondagens são mecanismos eficazes de manipulação das intenções de votos e não é inocente os seus desfazamentos a favorecer este ou aquele partido. É curioso que no mesmo dia, quase à mesma hora uma sondagem feita por uma entidade dê a vitória a um determinado partido e outra sondagem feita por outra entidade diferente dê um resultado oposto. Qualquer coisa está errada e errados ficamos nós ao seguir esse caminho, quais carneirinhos a seguir o rebanho que a sondagem quer.
Temos factos como por exemplo, recentemente na Inglaterra as sondagens falharam completamente ou os líderes partidários que se as sondagens foram favoráveis se regorgizam ou pelo contrário se os encostarem à parede, dizem que não as levam a sério.
Há sondagens para todos os gostos e vitórias sem fim, mas não se esqueçam caros cidadãos, muitas delas são pagas para reflectirem uma intenção de voto com o objectivo de conduzir a um determinado resultado. Mas caros cidadãos, existe uma coisa no cimo do vosso corpo, que se chama cérebro e permite fazer uma coisa extraordinária só permitida aos seres humanos, que é pensar. Por isso, votem em consciência e naquilo em que acreditam e não naquilo que as sondagens querem que façam! E acima de tudo, vote, para que não ganhe o maior partido português, vencedor de todas as eleições feitas até hoje e que dá o poder de mão beijada aos mesmos de sempre: a ABSTENÇÃO!