terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Congresso do Ano!

Todos os anos, por altura de Dezembro, decorre o Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação e este ano, 2014, Caldas da Rainha foi a cidade escolhida para tão digno evento!
Não poderia estar mais contente do que ter a oportunidade de ter em casa este momento de partilha de conhecimentos que todos os anos surpreende.
Mais orgulho ainda por eu próprio ser Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação e por poder participar este ano na minha cidade e ver a minha cidade cheia de profissionais que em tanto dignificam os cuidados de saúde!
Caldas da Rainha será durante estes três dias o centro da Enfermagem de Reabilitação, e a Enfermagem de Reabilitação poderá usufruir de características únicas de uma terra única. Espero sinceramente que por esta altura, Dezembro, os atrasos das obras de Regeneração estejam ultrapassados e a cidade esteja à altura de receber este Congresso que em muito vem acrescentar valor à economia local.
Aliás sempre defendi o turismo de Congressos como mais uma vertente a ser aproveitada em Caldas da Rainha, tal como o MVC Movimento Autárquico Independente defendeu no seu programa eleitoral. As condições estão todas no terreno, mas nunca foi uma aposta ganha a julgar pelo número de Congressos que decorrem por cá. O Turismo de Congressos poderia ser uma valia, haja vontade porque os meios e as condições são excelentes!
Que este Congresso decorra da melhor forma, que os congressistas disfrutem desta cidade e região fantástica e que venham trazer mais valias em todas as dimensões aos caldenses!
Quanto a mim lá estarei a participar com muito orgulho na partilha e aprendizagens daquela que é a melhor especialidade da Enfermagem (modéstia à parte)!
 
 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Novo Parque Fitness...

A União de Freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro, avançou e muito bem com a construção de um pequeno Parque Fitness, junto ao Complexo Desportivo de Caldas da Rainha. Um local ideal, uma estrutura necessária, uma mais valia para quem gosta de praticar desporto ao ar livre, como é o meu caso e como eu próprio já usufruí desta nova estrutura.

In Jornal das Caldas de 24 de Setembro de 2014
 
Defendo ainda que pela cidade deveria haver mais estruturas destas e tanto defendo que no âmbito do Orçamento Participativo 2014, apresentei a proposta da construção do PARQ'ATIVO, uma estrutura semelhante, com aparelhos deste género, mas em maior quantidade, com zona de descanso, hidratação e piso adequado.
O PARQ'ATIVO foi a terceira proposta mais votada, com um total de 47 votos, 36 dos quais obtidos online e 11 obtidos presencialmente! Depois da votação, houve uma reunião para falar mais um pouco do projecto e por ironia do destino, um dos possíveis locais avançados nessa reunião, seria justamente no lado oposto da Rua, numa zona que ali existe sem qualquer estrutura física. Depois dessa reunião naquilo que me toca como promotor, nunca mais fui contactado para nada, nem sequer a tal cerimónia de apresentação das propostas vencedoras, programada para o passado mês de Junho aconteceu...
Entretanto:
  • Já está aí o Orçamento Participativo 2015;
  • Começam a surgir estruturas na cidade em tudo semelhantes às que ganharam os Orçamentos Participativos e as vencedoras ficam para segundo plano;
  • Exemplo é este Parque fitness e a União de Freguesias de Nossa Sra. do Pópulo, Coto e São Gregório também pretende avançar há algum tempo e o PARQ'ATIVO está na gaveta;
  • As Hortas Urbanas do OP de 2013 estão ocupadas com Silvas, como sempre tiveram... as inscrições já podem ser feitas, mas a adequação do local para dar lugar às hortas urbanas nem rasto e entretanto a Santa Casa da Misericórdia avançava com as Hortas Comunitárias;
Considero pois que o único Parque para actividade física na Cidade nunca poderia esgotar-se no PARQ'ATIVO e o Parque Fitness é uma mais valia para todos os munícipes, mas esta coisa de deixar as propostas que foram escolhidas, votadas e ganhadoras no âmbito dos Orçamentos Participativos na gaveta e avançarem por parte das Freguesias propostas em tudo semelhantes, só retira a credibilidade dos Orçamentos Participativos que como sempre disse, aqui nas Caldas só existem para dizer que existem, porque não têm efectividade e consistência. O Orçamento Participativo 2015 está aí aguardando propostas, mas valerá a pena concorrer? Ou não será mais um conjunto de ideias para ficarem para segundo plano, dando lugar a execuções paralelas?
Resta-me esperar pela concretização do PARQ'ATIVO, um dia quem sabe, quando a cidade estiver cheia de Parques Fitness!
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Deus nos valha!

Que Deus nos valha para os mais crentes como eu, para os outros acreditem em alguma coisa porque vão precisar!
Ao longo dos meses que passaram, prestes a fazer um ano, esta "dinâmica" que nos governa, dizendo-se nova, sempre teve como desculpa mor para a falta de eficiência e brio na resposta à degradação da via pública e à sua falta de manutenção, um aliado de peso: São Pedro que a partir dos céus foi impossibilitando esta "vontade" de fazer da "nova dinâmica". Os buracos nas ruas não podiam ser tapados por causa da chuva, as passadeiras por pintar não podiam sê-lo por causa da chuva, os atrasos nas obras de regeneração foram por culpa da chuva, a chuva, a chuva... Meu Deus, a chuva voltou, São Pedro sorri e os caldenses que rezem, porque se a cidade tinha falta de manutenção na via pública que mal ou bem teve direito a remendo aqui e acolá, o facto actual é que as obras de regeneração continuam atrasadas e nem Setembro permite que avancem mais! A chuva cai por cá, com intensidade razoável e agora é desta que tudo vai parar e atrasar mais! Por outro lado a "nova dinâmica" tem uma desculpa de ouro, aliada à santidade de São Pedro! A culpa volta a ser da chuva e assim não morre solteira, renasce molhada! Os caldenses que rezem e saquem das galochas porque com sol é o caos, com chuva vem aí o fim do mundo! Que Deus nos valha!
 
Pormenor, Rua Henrique Sales
 
 
Fica esta citação, que se enquadra na perfeição:
 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Caldas do Desleixo!

Desleixo, sinónimo de falta de cuidado, incúria, negligência... Hoje vivo nas Caldas do Desleixo! A cidade está uma vergonha, diria mesmo um verdadeiro nojo! Andar nas ruas de uma cidade com:
  • contentores cheios de lixo a transbordar (episódio muito recente e recorrente) pela falta de civismo potenciado por contentores que não permitem a colocação do lixo no seu interior;
  • falta de pintura na sinalização horizontal, principalmente passadeiras, onde há uns meses uma empresa começou a pintar mas desapareceu tal como a tinta de tantas;
  • condutas de água a rebentar e remendos em cima;
  • água castanha nalgumas torneiras do concelho;
  • obras intermináveis que implicam inúmeros prejuízos ao comércio e constrangimentos aos residentes e visitantes que decorrem sem planeamento e com mentiras atrás de mentiras em relação aos prazos;
  • equipamentos públicos degradados e com falta de manutenção;
  • autocarros com embarque e desembarque num local sem condições causando sérios transtornos no trânsito;
  • Falhas na iluminação pública;
  • as riquezas inatas desta terra (água termais, cerâmica, fruta, comércio tradicional, etc) sempre esquecidas em vez de potenciadas;
  • mais e mais problemas que só o desleixo de quem gere este concelho explica.
Eu só sei falar mal, para alguns, perspectiva de quem não gosta de constatar a realidade, mas pior são os que deviam fazer e o que fazem, não podia ser pior! Caldas merecia mais e melhor! Eu e os caldenses que aqui pagam os seus impostos mereciam mais respeito! Respeito não existe, existe sim é o desleixo!
 
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cidade Saudável, não decerto...

 
A saúde, um direito de todos, é um bem indispensável ao desenvolvimento. Tradicionalmente, a saúde tem sido encarada como sendo da principal responsabilidade dos ministérios da saúde, contudo a melhor compreensão dos seus determinantes tem evidenciado que as políticas e acções dos diferentes sectores sociais são reconhecidas entre os fatores que mais influenciam o estado de saúde das populações.
Numa perspetiva de coprodução e responsabilidade social pela saúde, nasceu o movimento das cidades saudáveis. Os municípios membros da Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis estão comprometidos com o planeamento intencional para promover a saúde, alicerçado em políticas dirigidas ao ambiente físico, cultural e ao processo educativo das comunidades, incentivando a participação, o empowerment e a equidade.
Claro que Caldas da Rainha não faz parte desta Rede, aliás, apenas Lourinhã e Torres Vedras podem ter o orgulho de serem consideradas Cidades Saudáveis no Oeste. A nível Nacional são 29 neste momento!
 
 

"UMA CIDADE SAUDÁVEL É AQUELA QUE ESTÁ CONTINUAMENTE A CRIAR E A DESENVOLVER OS SEUS AMBIENTES FÍSICO E SOCIAL, E A EXPANDIR OS RECURSOS COMUNITÁRIOS QUE PERMITEM ÀS PESSOAS APOIAREM-SE MUTUAMENTE NAS VÁRIAS DIMENSÕES DA SUA VIDA E NO DESENVOLVIMENTO DO SEU POTENCIAL MÁXIMO."

GOLDSTEIN E KICKBUSCH (1996)

 Uma Cidade Saudável é:
  • aquela que coloca a saúde e o bem-estar dos cidadãos no centro do processo de tomada de decisões;
  • aquela que procura melhorar o bem-estar físico, mental, social e ambiental dos que nela vivem e trabalham;
  • não é necessariamente aquela que atingiu um determinado estado de saúde, mas está consciente de que a  promoção da saúde é um processo e como tal trabalha no sentido da sua melhoria.
Algumas vez Caldas da Rainha poderá estar neste paradigma? Não com estes responsáveis autárquicos onde a visão da saúde resume-se a ter um pólo de um Centro Hospitalar que funciona mal, não responde à necessidade dos seus utentes e ainda por cima tem uma postura permissiva face ao mesmo! Tenho pena que a saúde fique apenas por estas intenções e nem uma vertente termal da Saúde que temos a sorte de usufruir naturalmente seja constantemente desviada para uma visão turística apenas...
Caldas da Rainha está muito longe de tanta coisa, embora tenha as condições para tudo, mas os autores nem com os banhos gelados despertam para a competência!

domingo, 31 de agosto de 2014

10º Artigo "Pela sua saúde..." - Ter uma Caixa de Primeiros Socorros


A qualquer momento na nossa vida podem surgir doenças súbitas ou pequenos acidentes domésticos! Ter em nossas casas uma caixa de primeiros socorros (CPS), pode ser muito útil, tendo à mão os acessórios adequados faz toda a diferença, contribuindo para manter a situação sob controlo, evitando maiores danos para a saúde, ou mesmo salvando a vida.
Entendemos os primeiros socorros, como as medidas imediatas que se prestam quando há risco súbito para a saúde, até à chegada de ajuda especializada. Cuidados como a desinfecção de feridas e aplicação de pensos e ligaduras ou a prestação de técnicas básicas de emergência em situações como traumatismos e hemorragias, intoxicações, queimaduras e escaldões, obstrução das vias respiratórias ou paragem cardio-respiratória são exemplos de acções que cada um de nós devia saber e dominar porque nunca sabemos quando vamos encontrar alguém que precise de ajuda, podendo ser até os nossos familiares.
Saber como actuar para estancar uma hemorragia ou proteger uma ferida está ao alcance da maioria de todos nós. Por isso é importante ter uma CPS equipada com o material necessário e acessível, em casa e no carro, de modo a responder aos diferentes ambientes em que os problemas de saúde podem acontecer.
A CPS deve estar num local de fácil acesso, onde pelo menos as pessoas que partilham o local tenham conhecimento da mesma, porém o seu acesso deve estar vedado às crianças, dado o risco de uma intoxicação ou outro acidente relacionado com o manuseamento dos produtos e medicamentos. Mas, quando a criança já tem idade para compreender o risco de um uso inapropriado e a importância dos primeiros socorros, há que deixá-la ter conhecimento do local onde a caixa se encontra, podendo ser esta importante na prontidão da resposta.
No seu essencial deve conter um conjunto de acessórios básicos como adesivos, compressas, pensos rápidos de vários tamanhos, ligaduras elásticas, uma solução anti-séptica, uma solução estéril para limpeza dos olhos (soro fisiológico em doses individuais), tesoura, termómetro, uma seringa para lavagem, luvas descartáveis (pelo menos dois pares), um saco para guardar os materiais usados e solução para lavar as mãos (antes e depois da prestação dos cuidados).
Deve conter também alguns medicamentos necessários: pomada desinfectante, pomada analgésica, anti-histamínico, analgésicos e anti-inflamatórios. A existência de uma lista de números de emergência e um manual de primeiros socorros, com instruções simples para as ocorrências dos mais comuns, também não deve ser descurado.
Não podemos esquecer que pelo menos de 3 em 3 meses devem ser verificadas as datas de validade dos componentes, bem como a sua reposição sempre que se recorre à CPS. Nos próximos meses irei abordar como actuar em algumas situações que podem ocorrer no nosso dia-a-dia, mas lembre-se que apostar na prevenção é ganhar qualidade de vida!
 
 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Quando Caldas da Rainha não permite...

Já no passado mês de Junho, tinha levado esta questão à Assembleia Municipal, cujo texto pode ser lido aqui. Infelizmente o problema da degradação dos espaços públicos em nada mudou e tal como afirmava, é uma pena Caldas da Rainha ter apostado num parque desportivo que hoje está todo degradado e com falta de condições que até podem pôr em risco a segurança dos utilizadores! Mais triste ainda é quando os próprios atletas, que têm dado inúmeras provas do seu talento, como é o caso de Liliana Vieira, não sentem apoio e nem sequer têm condições no próprio concelho para treinar, tendo de ir a Lisboa para o fazer! Para que queremos afinal uma pista de atletismo se o seu estado de degradação impossibilita o seu devido uso? Para que servem tantas estruturas que nada mais são sorvedores de dinheiros públicos ao invés de servirem os munícipes, porque as que há por cá se servem, servem muito mal! Planos de manutenção dos espaços públicos? Nada existe nesta terra!
Pois é Liliana Vieira, eu também não percebo muitas coisas deste executivo camarário mas se calhar deve ser problema meu!
 
Excerto da Gazeta das Caldas de 29/08/2014, peça de Beatriz Raposo

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Utopia nas Caldas...


O exemplo é da Câmara Municipal de Cascais onde de resto tem demonstrado bons exemplos de governação, mas pelo menos para este município, a Promoção da Saúde faz parte das suas políticas e inclusive existe uma Divisão de Promoção da Saúde! Se funciona e dá resposta, se é eficaz e eficiente, não tenho os dados, mas a sua existência demonstra a importância dada à Promoção da Saúde na qualidade de vida dos munícipes e o impacto positivo no bem estar da comunidade!
Caldas da Rainha está tão longe deste paradigma, falar de saúde no município caldense é saber que existe uma vereadora responsável por este pelouro e... nada de políticas de saúde! Nem sequer em relação aos problemas que têm surgido em relação ao CHO, existe uma palavra do município pela defesa dos cidadãos, quanto mais uma aposta na Promoção da Saúde e uma Câmara Municipal tem tanto que dar nesse âmbito! O Plano Nacional de Saúde é bem claro ao apontar a responsabilidade do poder local na melhoria da qualidade de vida e da saúde dos munícipes!
Numa altura em que se começa a estudar a passagem da responsabilidade dos Centros de Saúde para as Câmaras Municipais, parece-me um contra senso ter por exemplo o Município das Caldas da Rainha a gerir os seus Centros de Saúde quando nem sequer existe uma estratégia para a saúde ou a implementação da Promoção da Saúde por parte deste órgão! Quando nem sequer existe um Plano Municipal de Saúde, há coisas que não fazem sentido e esta é uma...

sábado, 23 de agosto de 2014

Enfermagem em exaustão...

Os enfermeiros estão exaustos! Uma frase dos nossos dias com toda a razão das razões!
Cuidar é para a enfermagem um dos conceitos que tem sido mais estudado na afirmação da enfermagem enquanto disciplina e área do conhecimento. E os enfermeiros são chamados a cuidar do outro! Mais nenhum profissional de saúde está presente junto da pessoa 24 horas por dias, 365 dias por ano!
Os enfermeiros escutam o choro, ouvem os gemidos de dor, enfrentam a agonia, mas também recebem sorrisos e alegrias... desde o nascimento, recebendo em seus braços uma nova vida, até à morte, proporcionando o respeito e a dignidade que tantas vezes se esquece... quantas vezes o enfermeiro no último respirar está de mão dada a quem parte... eu próprio já o vivenciei!
Mas os enfermeiros estão exaustos! Porque não conseguem responder adequadamente às solicitações do cuidar com qualidade, imagem de marca de uma enfermagem actual que tem encontrado nos tempos uma nova essência, um novo paradigma.
Cuidar exige de nós a entrega aos outros, aos seus problemas, nem sempre fáceis, vidas em risco, sofrimento, dor, mas se fosse só isso... só segue enfermagem quem ama o outro e sabe o que quer... as exigências da profissão e os desafios são tantos que quem não ama desiste! Mas não é esta exigência que deixa os enfermeiros exaustos...
Uma política cega de cortes e racionamento dos cuidados leva à sobrecarga dos enfermeiros... o excesso de horas para compensar a falta de colegas que de baixa ou despedidos enfrentam o caminho da emigração para lá ficarem. Quem fica luta diariamente com os turnos extraordinários de horário em horário que só os cuidados a quem precisa inibe o cansaço. Os serviços de saúde não podem parar e os enfermeiros são um dos principais motores!
Os enfermeiros estão exaustos porque nunca lhes foi conferido um salário de licenciado como os outros de outras profissões! Sempre andámos por baixo, ganhando mal para o risco de profissão e desgaste da mesma em cada um de nós!
Fazemos das nossas mãos o nosso instrumento de trabalho, mãos que cuidam, mãos que apaziguam, mãos que transmitem carinho, mãos cansadas e desgastadas...
Os enfermeiros estão exaustos porque vêm o colega de trabalho partir em busca de algo melhor noutro país, deixando para trás o país que investiu na sua formação, de excelência por sinal, ou não fossem os enfermeiros portugueses preferidos em tantos outros países...
Os enfermeiros estão exaustos por tanta e tanta coisa, mas mesmo assim continuam a cuidar de quem precisa com todo e respeito e dignidade que a profissão confere por que acima de tudo nascemos para cuidar do outro! Pena mesmo é tenhamos governantes que não percebam que com a saúde não se brinca e que não existe saúde sem os enfermeiros e os enfermeiros são pessoas!
 
 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Hortas Selvagens...

O projecto reporta-se ao Orçamento Participativo (OP) de 2012... dois anos depois as Hortas Urbanas são um mito nas Caldas da Rainha, ou quiçá no futuro (?) local de implementação já estejam a ser produzidas amoras silvestres, ramas de silvas para arranjos, caniços para o que der e vier ou então pinheiros que dão o ar da sua graça e alguma sombra...


 
Entretanto, no mês de Junho passado, abriram as inscrições para a atribuição de talhões das ditas Hortas Urbanas, mas sinceramente olhos que não vêem a concretização do projecto, não se inscrevem para ter um talhão no meio das silvas e com os meios de comunicação hoje existentes, não é o tímido anúncio no site da Câmara Municipal, dentro do minúsculo logotipo do OP 2014, que abre numa página diferente que vai despertar a vontade de participar. Depois o público alvo que poderá mais usufruir deste projecto que certamente de tecnologias pouco sabe...
 
Sendo que foi o projecto mais votado no OP 2012, dois anos depois quem se lembra? Quem quer saber?
Entretanto decorreu o OP 2013 e com ele existia uma calendarização:
 
 
Era em Maio que estava previsto a cerimónia de apresentação das propostas eleitas... Maio, com Setembro já a espreitar...
Em breve será lançado o OP 2014 e a JSD apresentou a proposta de Orçamento Participativo Jovem...
Como podemos ter projectos não concretizados do OP 2012, não se cumprir a calendarização do OP 2013, em breve surgir o OP 2014 e o OP Jovem? Que motivação, credibilidade, participação e respeito pelos cidadãos podemos querer? Temos OP's a metro? Eu como participante no OP 2013, com o projecto Parq'ATIVO vencedor, sinto uma tremenda falta de respeito por mim próprio bem como pelo projecto que apresentei!
Pois bem, acho que para ter OP apenas para dizer que as Caldas da Rainha é um concelho que acompanha esta coisa da "cidadania participativa", até dá a voz aos cidadãos e permite a sua participação numa fatia do orçamento municipal, sinceramente mais vale não ter! Esta metodologia do OP merece respeito e não deve ser um instrumento para os autarcas "brincarem" com os cidadãos! Os cidadãos merecem respeito e ao que sei os autarcas eleitos trabalham para mim e para o meu bem estar, enquanto munícipe, bem como para todos os cidadãos desta terra e acho muito feio andarem a brincar aos OP's só para dizer que Caldas da Rainha tem esta metodologia. Aliás Caldas tem tanta coisa que ignora, tanta coisa que desperdiça, tanta riqueza, mas pelos vistos quem gere estas coisas parece viver numa brincadeira pegada e para começar podíamos ir brincar a contar os caniços no terreno das futuras (longiquas) hortas urbanas...