quinta-feira, 12 de junho de 2014

Piscinas ...cipas de Caldas da Rainha

 
A entrada das Piscinas Municipais de Caldas da Rainha são o espelho do estado de degradação a que todo o edifício está sujeito...
Um edifício relativamente recente encontra-se num estado de degradação incrível onde o planeamento e a construção, feitos em cima do joelho ou melhor em cima das COSTAS, numa ânsia de fazer obra e mais obra, é este o legado que Fernando Costa deixa aos caldenses... Equipamentos que agora precisam de verbas avultadas para a manutenção! Mas o problema não é só a manutenção, a própria construção é de péssima qualidade o que implica uma degradação mais rápida!
Um concelho que tem apostado no desporto e tem obtido resultados, oferecendo aos seus munícipes inúmeros equipamentos para a prática desportiva, a degradação das piscinas municipais não se coadunam com essa perspectiva e as letras que faltam na entrada são apenas o cartão de visita para um cenário bem pior no interior...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cavaco Silva e o nervo vagal...


Ao que tudo indica, o Sr. Presidente da República Cavaco Silva sofreu uma reacção vagal ou a chamada síncope vasovagal. Mas afinal que fenómeno é este?
O sistema nervoso autónomo é a parte do sistema nervoso que controla funções básicas e vitais, tais como a respiração, pressão arterial, controle de temperatura e digestão, por exemplo. Este divide-se em duas partes: sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. Estes dois sistemas são antagónicos e  é o equilíbrio das suas funções que mantêm o organismo funcionando adequadamente. Por exemplo, o sistema nervoso simpático aumenta a pressão, acelera os batimentos cardíacos e deixa mais alerta, enquanto que o sistema nervoso parassimpático reduz a pressão arterial e desacelera o coração.
O nervo vago é constituído por fibras nervosas do sistema nervoso parassimpático e nasce dentro cérebro enviando ramos para várias partes do corpo, inerva diversos órgãos, como o coração, estômago, laringe, pulmão, esófago, intestinos, pele, etc. É através dele que o cérebro recebe as informação do estado das nossas vísceras. O nervo vago também é responsável pelo controle de algumas das funções destes órgãos, como a produção de suor, a frequência cardíaca, a pressão arterial, movimentos dos intestinos e da musculatura do pescoço e da boca.
Muitas causas de desmaios têm origem na activação inadequada do nervo vago, o que leva à queda da pressão arterial e desaceleração dos batimentos cardíacos.
A síncope ou desmaio tem várias causas, sendo as principais as reacções vaso-vagais e causas cardíacas.
A síncope vaso-vagal é uma anormal estimulação do nervo vago que pode levar a grandes desacelerações do coração e a uma abrupta queda da pressão arterial, diminuindo temporariamente o aporte de sangue e oxigénio para o cérebro. É normalmente precedida de sintomas como suores frios, palidez e escurecimento súbito da visão.
A síncope vaso-vagal pode ser induzida por dor intensa, calor forte, por ficar em pé durante muito tempo, por medo ou estados de ansiedade intensa. É a causa de desmaios em quem tem fobias, ou em cirurgiões ou guardas que ficam muito tempo em pé sem se movimentar.
Em muitos casos, o estímulo vagal pode não ser suficiente para causar desmaios, levando apenas à mal estar, tonturas, enjoos e vómitos. A pessoa deve sentar ou deitar-se e depois de alguns minutos sente-se melhor.
Aparentemente foi isto que aconteceu ao Sr. Presidente da República...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Assembleias de café...

Hoje de manhã assisti a uma verdadeira assembleia municipal, mas descentralizada num café da cidade... Divertido é ver e ouvir como se governa a cidade e o concelho, as estratégias utilizadas e melhor ainda os argumentos utilizados sem qualquer fundamento ou veracidade dos factos! Toda a gente opina, toda a gente diz de sua justiça.... mas....
Quando se questiona se já levou tal problema ou preocupação a quem de direito, câmara municipal, assembleia municipal, junta de freguesia a resposta é única: não vale a pena!
Argumentos como:
  • "Eles não querem saber"
  • "Eles não ouvem"
  • "Eles querem é tacho"
  • "É perda de tempo"
  • "Tenho mais que fazer"
  • "..."
 
Enfim, assim temos os cidadãos desta cidade que argumentam, opinam e decidem numa mesa de café, mas são incapazes de ser verdadeiramente participativos e procurarem resolver os seus problemas junto de quem de direito. Há casos até que nem sequer se trata de um problema, mas antes um mal entendido ou falta de informação, mas rapidamente se transforma em tema de debate!
Os nossos governantes até agradecem este alheamento e desencanto, pois povo que não chateia, governante também descansa... Assim se formam discussões acesas sem efeito vinculativo, governando e desgovernando e quem tem esse poder efectivo vai decidindo o que muitos criticam numa mesa de café... E que tal mudar de paradigma?
Já cantava Amália Rodrigues:
 
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Promovendo a Saúde...

"Se queremos o êxito, nós médicos, não podemos passar a mensagem do sacrifício hoje para um hipotético paraíso futuro, ou a do castigo hoje por comportamentos passados, mas a de que a adopção de normas e hábitos de vida que hoje consideramos saudáveis se traduzem num ganho imediato de qualidade e quantidade de vida. Temos de ser inventivos, persistentes, disponíveis, compassivos e diligentes. A primeira mensagem a passar (às vezes parece que nos esquecemos) é que, lamentavelmente ou não, por mais que façamos, a nossa influência sobre a mortalidade global vai ser nula! Por isso, o tempo que cá passamos convém que seja desfrutado da melhor maneira possível.
(...) O meu primeiro conselho para a promoção da saúde é que todos devemos procurar a felicidade (não confundir com o prazer). Nenhum infeliz é saudável, por melhores que sejam os seus valores de colesterol ou de tensão arterial. (...) diversos estudos provaram de forma inequívoca que a adopção de comportamentos de vida saudáveis melhora de forma significativa e de um modo imediato a qualidade de vida e, a médio-longo prazo previne e retarda o aparecimento de doenças mortais ou muito incapacitantes (...)"

Prof. Dr. António Oliveira e Silva
 
O essencial da Saúde: AVC
 
 
Efcectivamente não conseguimos evitar a morte, ela é incontornável. Mas também é incontornável que a adopção de estilos de vida saudáveis podem melhorar a qualidade de vida e se a morte é inevitável, as doenças e o sofrimento antes da morte podem e devem ser minimizados. E nisso todos nós temos um papel relevante. Sejam os profissionais de saúde, responsáveis por desempenhar o papel de promoção da saúde até à exaustão, sejam os cidadãos enquanto responsáveis pela sua saúde, devendo optar por comportamentos saudáveis, agindo assim sobre o seu estado de saúde e ganhando qualidade de vida.
Não sendo mais que ninguém, a promoção da saúde tem ocupado um lugar de destaque em toda a minha intervenção. Acredito nela como o caminho para obter ganhos em saúde e como tal nunca baixei os braços. Actualmente com a escrita mensal de um artigo de opinião intitulado "Pela sua saúde..." publicado no Jornal das Caldas, a rubrica semanal às sextas, aqui no blog "Pela sua saúde... semanal", a sessão de educação para a saúde, através da Associação MVC, todas as últimas sextas feiras de cada mês, a minha proposta no âmbito do Orçamento Participativo 2013, intitulada "Parq'ativo" e que consiste na criação de um Parque com equipamentos que permitam a actividade física ao ar livre, a partilha diária através do Facebook de notícias ou recomendações sobre inúmeros temas de saúde e ainda uma nova ideia que está prestes a aparecer por aí, são todas acções que considero importantes e que pelo menos envolvem e despertam uma nova visão sobre a importância de agir no estado de saúde das populações! Gostava de fazer mais, poder ajudar mais, mas as exigências profissionais condicionam o tempo disponível, sendo que em nenhuma das situações atrás mencionadas recebo qualquer benefício monetário. O que recebo apenas é a gratificação de saber que posso ajudar a melhorar o estado de saúde dos cidadãos e isso para mim não tem preço!
 


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Incluir a Inclusão?

"(...) Gostaria de realçar dois aspectos afirmativos que pertencem a esta arquitectura de “pertença” do conceito de inclusão: o primeiro é que estar incluído é antagónico a estar excluído. Quer dizer que a inclusão se constitui antes de mais como uma trincheira de combate à iníqua e epidémica exclusão que existe nas nossas sociedades. Exclusão devida à desigualdade social, às condições de deficiência, exclusão justificada pela inteligência, pelo dinheiro, pelo nascimento e até pelo género. Inclusão é pois, e antes de mais, o oposto, o antídoto e a convocatória para lutar contra a exclusão. Em segundo lugar, “estar incluído” é ser bem-vindo aos serviços, instituições, grupos e estruturas que podem interessar ao desenvolvimento, à participação, à cidadania e à actividade humana de cada pessoa. E aqui existe um enorme campo de progressão que as estruturas sociais têm de fazer para que cumpram a parte que lhes compete na inclusão. Precisamos que as pessoas não sejam barradas por preconceitos, por barreiras, por atitudes afectadas, pela defesa patética dos valores da instituição à custa dos valores das pessoas. Precisamos que a inclusão esteja na linha da frente da missão que as estruturas da nossa sociedade têm que concretizar.
Inscrever a inclusão nas prioridades da missão das instituições não é mais do que regressar à verdadeira causa pelas quais elas foram criadas. Vejamos exemplos: quando se criaram as escolas não foi dito, por exemplo, que elas deveriam ser só para alunos sem deficiência; quando se criaram os hospitais não se disse que eles eram só para quem tivesse dinheiro; quando se criaram os transportes públicos até lhes foi dado o nome de “omnibus” (“para todos”). Portanto, pensar em inclusão é “limpar” todas as pequenas alíneas, atitudes, normas e condicionamentos que impediram perversamente que as instituições sociais cumpram aquilo para que foram criadas."
 
David Rodrigues
Professor Universitário
Presidente da Pró-Inclusão
 
Muito existe por fazer, muitas arestas para limar... Falar de inclusão é bonito e actual, mas muitas vezes ficam por meras intenções e pouco mais que isso! Existe a vontade, mas na prática continuamos no dia a dia a atropelar esta coisa da Inclusão! Mas uma sociedade que não é inclusiva, não é digna de ser uma sociedade, porque não absorve e permite relações sociais em si, tal como é natural ocorrer nos cidadãos sem deficiência!
Nas Caldas da Rainha, aguarda-se o levantamento dos erros e barreiras arquitectónicas que está a ser efectuado para que possamos ter uma cidade mais inclusiva e para todos! Mas também nunca consegui perceber como se pode avançar com um estudo destes sabendo o estado actual da cidade e do caos instalado com as obras de Regeneração Urbana que convinhamos, nalgumas situações não se adequam a estas questões da inclusão... como podemos estar a fazer obras e não contemplar estas questões? Enfim aguardemos pelos resultados!
 

terça-feira, 3 de junho de 2014

A Saúde de Abril!

 
Celebramos o 25 de Abril! Quarenta anos volvidos depois do fim de um regime autoritário, pobre em direitos e participação dos cidadãos, palavra estranha no dicionário do Estado Novo. Com a bravura dos militares construíram-se ideais democráticos, ideais únicos hoje ainda alguns por conquistar! As portas que Abril abriu são as mesmas que hoje permanecem entre abertas! Quarenta anos depois, ainda queremos construir e lutar por uma democracia ideal, embora a sua perfeição compadeça de utópico.
Mas nestes 40 anos existiram marcos importantes na história de um país que dava os primeiros passos na liberdade. Um deles, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi uma conquista do 25 de Abril pois só a partir desta data surgem as condições políticas e sociais que vão permitir a sua criação. Na nova constituição de 1976, o artigo 64.º dita que todos os cidadãos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. Esse direito efectiva-se através da criação de um serviço nacional de saúde universal, geral e gratuito. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação, bem como uma racional e eficiente cobertura médica e hospitalar de todo o país.
Só em 1979, com a Lei n.º 56/79, de 15 de Setembro, é criado o SNS, no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais, enquanto instrumento do Estado para assegurar o direito à protecção da saúde, nos termos da Constituição. O acesso é garantido a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social, bem como aos estrangeiros, em regime de reciprocidade, apátridas e refugiados políticos. Este SNS envolve todos os cuidados integrados de saúde, compreendendo a promoção e vigilância da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento dos doentes e a reabilitação médica e social. Define que o acesso é gratuito, mas contempla a possibilidade de criação de taxas moderadoras, a fim de racionalizar a utilização das prestações.
O SNS teve impactos muito positivos ao nível dos indicadores de mortalidade infantil, da mortalidade perinatal e na esperança de vida. No que diz respeito à sua eficácia, permitiu cobrir aproximadamente 100% da população com cuidados de saúde para o qual contribuíram muito o surgimento dos Centros de Saúde.
Mas se este SNS considerado exemplar por muitos países do Mundo que ainda hoje não possuem um, nos últimos anos tem demonstrado estar doente e a incapacidade do país de se auto financiar e uma eficiência/eficácia que tem-se demorado a conquistar, têm contribuído para um acumular de défice e saldo negativo que em muito tem prejudicado a sua subsistência.
Hoje quando precisamos de cuidados de saúde somos confrontados com inúmeras questões, desde taxas “pesadas” a falta e racionamento de recursos, desde o rácio desproporcional profissional de saúde/utente, à reorganização das unidades hospitalares. Inúmeras são as notícias que nos últimos tempos preenchem a comunicação social, entre mortes a encerramentos de serviços.
Caldas da Rainha não tem fugido à regra e se alguns anos atrás era detentora de um Centro Hospitalar fortíssimo com respostas de saúde importantes que asseguravam cuidados de saúde a toda a população e do qual fazia parte um Hospital Termal, único no país e o mais antigo do Mundo em funcionamento, hoje o futuro do mesmo Hospital Termal é incerto e o forte Centro Hospitalar expandiu-se, agregando o Hospital de Torres Vedras. Uma maior área de influência, maior população abrangida e serviços centralizados numa ou noutra unidade! Racionalizou-se os serviços mas a população aumentou e hoje Caldas da Rainha tem um serviço de Urgência que não consegue dar resposta aos utentes que a ele acorrem e não tem camas suficientes para os internamentos.
Por isso considero que Abril abriu as portas da Liberdade, mas o que fizemos com ela, ainda está longe do seu objectivo! Se o SNS foi uma conquista de Abril, oferecido pela Liberdade, muito há a fazer para o libertar hoje dos erros cometidos no passado, para conquistar o futuro! Viva a Liberdade, viva à Saúde que Abril nos deu! Mas não a deixemos adoecer…
 
Este texto foi o meu contributo para a edição d'O Colibri
Edição Especial "40 anos de Democracia"

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mais buracos...

Depois de alguns meses atrás ter identificado alguns dos muitos buracos que haviam pela cidade, pondo em risco a segurança e a integridade de quem circula pelas Caldas e depois de terem sido "remendados" com um pouco de alcatrão, eles voltam a dar o ar da sua graça novamente e novamente apelo a que rapidamente sejam solucionados! Saliento que na altura fiz até uma intervenção na Assembleia Municipal (pode ser lida aqui) a alertar para o estado de degradação das ruas da cidade...
Alguns pontos críticos:
 
Rua Henrique Sales... a parte final da rua que não foi intervencionada começa a ficar com remendos a mais! Creio que não faz sentido a primeira parte da rua ter sido intervencionada no âmbito da regeneração urbana e a parte final estar neste estado, cada vez mais degradada e remendada!
 


Rua do Sacramento no cruzamento com a Rua Henrique Sales... Depois de em fevereiro terem sido "remendados" (aqui), esta zona já está a precisar de nova intervenção:


 
Cruzamento da Rua da Alegria com a Rua Sebastião de Lima... é um grande, grande buracão que muitas vezes só se vê, quando se sente o estrondo na suspensão do carro. Tendo em conta que a Rua da Alegria é uma das principais artérias da cidade com mais trânsito, urge a reparação destes buracos!
 
 
Estes são apenas alguns exemplos de outros tantos espalhados pela cidade que deviam ter uma rápida resolução, não deixando avançar a degradação e minimizando possíveis estragos humanos e materiais que possam surgir.
Também sei que a divulgação destes "buracos" aqui no blog, implicam a sua rápida resolução! Sempre foi assim! Todos os problemas que publico aqui no blog, acabam por ter uma rápida resolução, mais rápido ainda do que se informasse os serviços municipalizados! Por isso aguardemos a rápida resolução :)
As fotos foram tiradas hoje, dia 02/06, pelas 9:15!
 

sexta-feira, 30 de maio de 2014