segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os contentores de lixo subterrâneos #2

Como já tinha referido noutro post aqui estes novos contentores subterrâneos colocados no âmbito das obras de regeneração urbana são inadequados, pouco funcionais e contribuem para uma imagem degradantes da cidade. A imagem que se segue prova o que tenho vindo a referir: a tampa que se abre, serve de suporte ao lixo que colocamos e quando fechamos, o lixo devia cair dentro do contentor, mas muitas vezes quando um saco é um pouco maior e tantas vezes acontece, este fica preso na entrada, inviabilizando o contentor e impedindo que coloquemos mais lixo, embora lá dentro esteja vazio. Será que quem planeia estas estruturas não pensa nisso? Desenhado por "engenheirecos de secretária", não são experienciados pelos cidadãos utilizadores e depois dá nisto, gasta-se o dinheiro dos contribuintes em estruturas ainda mais poluidoras e inestéticas que os antigos contentores de superfície! Este é exemplo entre tantos outros... Se quem concebesse ou projectasse, seja mobiliário urbano, sejam outras estruturas da via pública ouvissem primeiro os cidadãos que são quem as vai utilizar e depois concebessem as estruturas, não aconteciam estes erros danosos para o erário público e até para a salubridade da cidade.
Depois quem escolheu o mobiliário urbano? Como se repara este erro grave de falta de funcionalidade que brinda os caldenses com imagem tão degradante e diária em vários pontos da cidade, onde existem estas estruturas? Porque não se optou por um sistema sem este tipo de tampa, onde a abertura fosse livre e o lixo simplesmente caia para o interior? É para não se ver o lixo lá dentro este sistema? Pois eu prefiro ver o lixo lá dentro do que vê-lo em redor do contentor...
Em breve teremos uma cidade "regenerada", mas com muito lixo como cartão de visita, porque os inestéticos contentores de superfície, deram origem a contentores subterrâneos mas onde o lixo deposita-se ao seu lado...
 
Avenida de Independência Nacional
16 horas 07/04/2014
24 horas depois continua assim...

Avenida 1º "Desrespeito"

As obras de regeneração seguem, com mais ou menos atraso na Avenida 1º de Maio, como no resto da cidade, mas há coisas que se dependem muito da falta da civismo de cada um de nós, do desrespeito pelos outros, há outras coisas que partem da falta de zelo da gestão municipal. Vejamos:
 


 O lugar é destinado a deficientes motores mas acaba sempre por ser desrespeitado e ocupado por "espertinhos" que de deficiente só devem ter o cérebro! E não me digam que as obras ainda decorrem e por isso perdoa-se... se alguém com mobilidade reduzida precisar de estacionar ali, não o pode fazer porque também não vai encontrar qualquer outro lugar disponível por perto! A polícia que devia eficazmente rebocar estes carros e aplicar as devidas contraordenações passa e usando uma "deficiência visual" ignora esta infração! Já alguém dizia, estacionamento reservado a deficientes motores, ocupado por deficientes mentais (falsos)...
 
 
Este lugar de estacionamento, a julgar pelo seu diminuto tamanho e por não fazer sentido ser para carros no lugar onde está, pressuponho eu que seja destinado a motociclos, contudo a falta dessa indicação por debaixo do sinal de Parque e a esperteza de alguns, leva a que este mesmo estacionamento seja ocupado por carros. Ora se o espaço é pouco, obriga a malabarismos para estacionar, malabarismos esses que implicam uma ou outra "encostadela" aos pinos que estão lá... Um deles até parece já a Torre de Pisa! Não seria melhor sinalizar o dito lugar de estacionamento, colocando lá o reservado a motociclos, ou será mesmo uma obra arquitetónica para estacionar carros no "Portugal dos Pequeninos"?
 
 
Mais uma vez a falta de civismo, aliada ao sentido de oportunidade dos "espertos", pela falta de programação da gestão camarária! Estes contentores do lixo subterrâneos, os quais eu considero inadequados e que já foram alvo de crítica minha que se pode ler aqui ainda não estão a ser utilizados, motivo pelo qual foram colocados contentores normais em frente, ocupando assim a faixa de rodagem. Como os contentores do lixo estão lá a ocupar a via, porque não podem os carros estacionar ali também? Falta de programação ou então, à semelhança de outros contentores do lixo subterrâneo da cidade, simplesmente não funcionam porque antes de funcionarem já estão danificados! Mas fiquemos apenas pela prioridade nas obras que não basta as que estão a decorrer a causarem tantos transtornos, como as semiconcluídas que continuam a causar...
Uma ressalva que no post que escrevi anteriormente aqui onde dava conta da necessidade de colocação de pinos junto a estes contentores, para prevenir eventuais encostos dos carros ao estacionar, eis que foram mesmo colocados e estão na foto para que se veja! Curiosamente ocorre pouco tempo depois de escrever tal necessidade aqui, embora o local já estivesse pronto a algum tempo...

sábado, 5 de abril de 2014

Hospital Termal, eventos turísticos???


A notícia de última hora é avançada na edição da Gazeta das Caldas de 04/04/2014... Li e fiquei muito baralhado e pior ainda, muito, mas muito preocupado:
  1. Construção de um novo Hospital Termal??? Não se constroem mais hospitais de agudos sendo nas Caldas da Rainha uma prioridade, a construção de um novo hospital e vamos ter um novo hospital termal, sendo que o actual e existente, o Ministério da Saúde quer livrar-se dele????
  2. Actual edifício e balneário novo para desenvolver actividades turísticas e culturais e fruição pública??? Museu também já não serve, agora servirá para competir com o CCC numa "nova dinâmica" cultural????
  3. A Câmara tem de concluir as obras de adaptação e recuperação do Hospital Termal??? Mas se não vai ser hospital mas centro cultural, para quê o investimento???
  4. As actividades culturais e lúdicas a desenvolver no actual edifício do Hospital Termal e Balneario Novo podem ser feitas em parceria com entidades públicas ou empresariais sob a tutela do Ministério da Saúde??? Para gerir um Parque e uma Mata o Ministério da Saúde não sabe fazer, mas tutelar um novo "ponto cultural" na cidade sabe????
  5. Ou a Câmara projecta e constrói um estabelecimento Termal em quatro anos ou cortam a água termal??? Li bem???
  6. A Câmara tem de propor um projecto de preservação do antigo balneário e suas nascentes de água??? Senão o fizerem, vão demolir e fazer umas furnas, por exemplo???
Tantas perguntas se poderiam fazer, mas para já fico-me por estas e mais uma: MAS O QUE VEM A SER ISTO???

terça-feira, 1 de abril de 2014

De repente, tanta Horta!

Um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo 2012 foram as Hortas Urbanas, projecto que reunião após reunião, mais um avanço, mais um recuo começa agora a dar os primeiros passos. Só no dia 19 passado foram concluídas as normas de utilização e só ontem, na reunião de Câmara foram aprovadas, dois anos depois. Mas eis senão, que de um momento para o outro, surge agora a Santa Casa da Misericórdia de Caldas da Rainha a promover as suas Hortas Sociais, aceitando pré-inscrições desde ontem!

 
Não é que considere serem Hortas a mais, só não percebo é como um projecto leva dois anos para ser concretizado (e ainda não foi fisicamente) e a Santa Casa da Misericórdia de Caldas da Rainha, avança com projecto semelhante, nalguns dos seus critérios, rapidamente, com o apoio da Câmara Municipal...  E já agora onde se localizam e a quem pertencem os terrenos desta Horta Social? Tanta dinâmica também na Santa Casa da Misericórdia...

domingo, 30 de março de 2014

Urgências: reflexão da lotação esgotada!

 Correio da Manhã 30/03/2014
Correio da Manhã 31/12/2013
Jornal das Caldas 28/03/2014
Gazeta das Caldas 23/03/2014
 
As notícias são recorrentes nos meios de comunicação social, mas estes limitam-se a relatar aquilo que doentes e profissionais sentem diariamente quando necessitam de recorrer ao serviço de Urgência do CHO-CR.
O Sr. Dr. Adm. Carlos Sá, limita-se a justificar este caos com argumentos bacocos dos quais se salienta: "são os picos da gripe" ou "são os idosos e os socioeconomicamente desfavorecidos que ocupam as camas". Argumentos provenientes de alguém que tem por missão destruir aquele que foi um Centro Hospitalar pujante e forte quando ainda o seu nome fazia jus à sua cidade - Centro Hospitalar de Caldas da Rainha. Depois do Oeste Norte veio o Oeste e neste momento mais parece o Faroeste! O caos total para quem necessita de cuidados de saúde e tem de recorrer ao serviço de urgência... Um verdadeiro filme de terror para doentes e profissionais de saúde que como se verdadeiros ginastas fossem, dão o seu melhor para minimizar os problemas, contudo um serviço subdimensionado para o número de população que abrange, com uma estrutura física desactualizada e sem quaisquer condições, agudizam o problema.
As redes sociais têm sido ultimamente o desabafo possível de quem tem sentido na pele os problemas. Os enfermeiros já se recusam em assumir um turno onde o caos está instalado. Conheço colegas que estão numa fase de exaustão não conseguindo gerir o volume de trabalho e sem condições de trabalho. O diretor pede demissão mas claro o Sr. Dr. Adm. Carlos Sá desvaloriza como afinal é astuto a fazer, tal como manipular os números que adora apresentar, mas sem qualquer veracidade e desfasados da realidade, com comparações entre entidades diferentes como o CHON e o CHO...
Outros serviços nem sequer vou falar, de Torres Vedras tudo cor de rosa, o Termal, com acrílicos e fisioterapia pelas escadas pela avaria do elevador definha dia após dia, sugado ao extremo pelo Hospital de Agudos! Os telejornais dão conta de negligência no Bloco Operatório...
Enfim! Caldenses, até quando estão dispostos a sujeitarem-se a esta vergonha? Comissão de Utentes? Câmara Municipal? Sociedade Civil? Para quando uma acção concreta naquilo que resta e que alguém teima em destruir? Poderá mais um administrador que os caldenses todos (se unidos...)? Infelizmente parece-me que sim...


sábado, 22 de março de 2014

Orçamento Participativo, pouca importância...

 
Como referi no post anterior a falta de divulgação do Orçamento Participativo 2014 é evidente a todos os níveis. Exemplo disso é o site da Câmara Municipal. Servindo para comunicar com os munícipes, tem em destaque a TV Caldas, cuja programação está parada desde o verão passado, bem como as actividades desenvolvidas pelo Centro da Juventude, mas numa fase em que estão a votação as propostas do OP 2014, aparece uma pequena imagem no site que encaminha para o site do OP 2014... Nem sequer é necessário retirar a TVCaldas nem o Centro de Juventude, bastaria adicionar nos destaques a imagem do OP 2014 referindo que está a decorrer a votação das propostas! Definição de prioridades? Política de comunicação da autarquia? Enfim, revela a pouca importância que o OP tem para a autarquia...

Orçamento Participativo, há muito para aprender nas Caldas da Rainha...

 
Ontem decorreu mais um "21 às 21" como já é habitual em todos os dias 21 de cada mês, organizado pela Associação MVC - Movimento Viver o Concelho. Tendo como tema "Um contributo para o Orçamento Participativo de Caldas da Rainha", o convidado foi Giovanni Allegretti, arquitecto de profissão, especialista na área dos orçamentos participativos (OP) com diversas publicações editadas.
Com uma forma de comunicar única, levou-nos a viajar pelos OP´s do mundo e de Portugal, fazendo uma pausa nas Caldas da Rainha. Existem inúmeras realidades pelo mundo, desde os países da América Latina que obrigam as suas autarquias a implementar OP´s, 71 milhões de euros para gastar na cidade de Paris, até à nossa realidade.
Em 2002, iniciou-se em Palmela o primeiro OP, tendo como método consultivo, onde o presidente da câmara ausculta a população e executa aquilo que considera interessante, não sendo o método adequado. Este modelo foi-se desenvolvendo e multiplicando por outros concelhos, sendo que em 2008 foi desenvolvido em Lisboa o primeiro OP deliberativo onde os cidadãos apresentam propostas, e as mesmas são escrutinadas pelos cidadãos, sendo executadas as propostas mais votadas.
Caldas da Rainha encontra-se neste método, contudo existem algumas lacunas que devem ser tidas em conta. É certo que desde o primeiro OP em Caldas da Rainha existiu uma evolução, quanto mais não seja pela existência de normas. Mas antes de se partir para a organização de um OP, seria fundamental estudar o assunto, perceber este mecanismo tão interessante de governação e participação cidadã, lacuna que julgo existir pelas dúvidas sempre existentes e pela forma pouca informada sobre estas questões. Se num primeiro passo, quem organiza um OP deve dominar o assunto, para que não existam dúvidas no momento da concretização, a informação disponibilizada aos cidadãos não é menos importante. Giovanni afirma que Portugal é um dos países onde existe mais informação sobre este tema, desde livros publicados a artigos escritos na imprensa nacional. Mais que um conjunto de normas que respeitadas selecionam a participação, um conjunto de informação básica sobre os OP's permitiria mais e melhores formas de participação dos cidadãos. Também aqui não podemos esquecer em primeiro a vontade política para a organização de um OP e depois a vontade técnica dos profissionais que supervisionam e estudam as propostas.
Depois outro ponto que nas Caldas da Rainha fica aquém das expectativas são os prazos de execução das propostas vencedoras. Dois anos é muito tempo para implementar um projecto. Exemplo disso são as Hortas Urbanas, projecto vencedor do OP 2012 e que só nesta fase terminou a parte burocrática de constituição de normas e regulamentos, passando em breve às obras no terreno. Dois anos é o prazo de execução das propostas em curso no OP 2014... Para os cidadãos participarem, é importante também que sintam rapidez, eficiência, vontade e maior acção na implementação das propostas em detrimento da pouca participação por os cidadãos acharem que os resultados não são visíveis. Também a colocação no final de uma placa alusiva à origem da proposta do OP, funciona como uma forma de reconhecimento pela autarquia da importância do OP na governação autárquica.
A falta de divulgação do OP 2014 nas Caldas da Rainha foi um problema que até já referi num artigo de opinião publicado no Jornal das Caldas em 29/01/2014 e que pode ser acedido aqui. Se queremos a participação dos cidadãos, como referi anteriormente estes devem ser informados antes de mais, em que consiste um OP e depois a sua divulgação efectiva. A Câmara Municipal tem inúmeras formas de dar visibilidade, contudo poucos cidadãos sabem da sua existência ou até para que serve um OP. O desconhecimento implica a não participação e o alheamento de um instrumento tão importante, onde 150000 euros, no caso das Caldas da Rainha, podem ser gastos em propostas que vão de encontro às necessidades dos cidadãos. Existem dois semanários locais, existem rádios, existe o site da Câmara (pouca visibilidade no ícone na página)... enfim não existe a vontade! E esta divulgação não passa apenas no lançamento do OP, mas depois ao longo de todas as fases... neste momento estamos na fase de votação das propostas e a maioria dos caldenses, nem sequer sabe quais as propostas, quanto mais votar nelas e decidir!
Mas nem tudo está mal em Caldas da Rainha. Giovanni Allegretti referiu que a participação dos cidadãos não deve ser apenas na formulação da proposta, mas posteriormente também na monitorização do projecto e durante a execução da obra. Existem até exemplos no país de municípios, onde os cidadãos proponentes estão presentes durante a abertura das propostas das empresas que vão efectuar a obra permitindo assim serem mais críticos nos gastos dos dinheiros públicos. Toda uma dinâmica possível de se fazer nos OP's  que só pode enaltecer a participação cidadã. Pelo que sei, a Câmara Municipal, pelo menos no OP 2012, teve esse cuidado de envolver os cidadãos proponentes em todo o percurso dos projectos, até à sua execução. Que essa abertura exista sempre e que se reproduza sempre. Outro aspecto importante nas Caldas da Rainha que Giovanni salientou é o facto do OP caldense poder "esticar" até mais 10% do valor orçamentado (15000) para que nenhuma proposta mais votada, não possa ser rejeitada por falta de verba. Considera-se por isso muito importante.
Uma noite bem passada onde refletimos sobre este tema e onde ficamos com vontade de saber mais e de fazer tanto. Um evento que trouxe muitos contributos para todos nós, pena que o executivo camarário, bem como os membros da Assembleia Municipal e presidentes de Junta, não tenham estado presentes neste evento apesar de convidados formalmente! Certamente teriam aprendido mais sobre aquilo que ainda não dominam (e não dominam mesmo). Mas o caminho faz-se a pouco e pouco... Obrigado Giovanni Allegretti!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sindrome de Down! Reflexão...

Hoje comemora-se o Dia Internacional do Síndrome de Down. Porque tal como sempre defendi, independentemente da condição de cada um, o mais importante é compreender para incluir e uma sociedade inclusiva é um paradigma ainda tão distante, ficam aqui este dois vídeos, um que explica o que é o Síndrome de Down, e outro, uma reflexão sobre este síndrome! Vale a pena ver, vale a pena reflectir, vale a pena INCLUIR!
 
 
 
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

A tentação do poder...

A tentação do poder, tem de ser a tentação do poder para servir; a tentação do ter, tem de ser a tentação do ter para partilhar e a tentação do ser, tem de ser a tentação do ser para que os outros sejam mais; numa expressão que me é particularmente cara, este é o tempo para ser gente com gente, para que cada vez mais gente seja gente e nunca ninguém deixe de ser pessoa.
 
In "Somos pobres mas somos muitos"
Frei Fernando Ventura
Joaquim Franco
 
É bom reflectir sobre o poder e a sua tentação! Questões se levantam sobre a tentação do poder e como esta pode ser tão forte naqueles que a detêm e tão nefasta naqueles que se subjugam. Sabemos que quem detém o poder, muitas vezes usa-o em demasia, usa-o em seu benefício, usa para o seu próprio fim, ignorando quem dele pode estar a sair prejudicado! Deixo esta frase  do livro "Somos pobres mas somos muitos" para que todos possamos reflectir... Haverá alguém que usa o seu poder para servir, partilhar, para que os outros possam ser mais? Já seria bom apenas o servir...
 
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Assembleia do Termal...

Ontem, dia 18, foi dia de Assembleia Municipal (AM), uma Assembleia que apesar de ter outros pontos que haviam transitado da Assembleia anterior, foi toda ela dedicada ao Hospital Termal. Este ponto havia sido agendado pelo grupo do Partido Socialista, o que seria de esperar, novos pontos de vista, um novo debate, uma tomada de posição! Contudo o desempenho ontem na AM do PS, não veio trazer nada de novo ao debate, simplesmente aquilo que já se sabia do projecto europeu e da criação de uma comissão para ir a Bruxelas, conquistar os parceiros e fundos para o Hospital Termal. Confesso que não vejo com maus olhos o apoio da União Europeia, contudo, para já parece-me urgente resolver as suas questões municipais/regionais/nacionais que decerto são bem graves e que têm conduzido à decadência total da instituição e de todo o seu património. Creio por isso ser urgente fazer todas as concretizações necessárias para a abertura do Hospital Termal e depois quiçá, explorar as propostas europeias.
Mas também ressalvar as prioridades do PS que "entopem" o início dos trabalhos a distribuir louvores, louvores esses que roubam quase uma hora do tempo de discussão que deve ser rentabilizado a meu ver para debates de assuntos importantes. Os louvores são mecanismos de distinção de cidadãos, associações, entidades, entre outros, pelo seu trabalho desenvolvido. Quando se começa a distribuir louvores a tudo e mais alguma coisa, perdem o seu valor e a sua importância e ontem pelo menos, dois deles apresentados pelo PS não fizeram sentido, mas enfim, prioridades...
Mas de importante clarificação, a apresentação do Prof. Martins Carvalho, que permitiu esclarecer alguns aspectos que mais tarde foram relevantes no debate. Também a grande massa cidadã que ontem quis estar presente, tão importante é este tema para todos os caldenses.
Todos os representantes das forças politicas intervieram, de forma salutar, engrandecendo o debate sobre o Hospital Termal, salientando aquela que considero a mais bem conseguida. Edgar Ximenes do MVC trouxe ao debate a importância do consenso amplo na questão do Hospital Termal e acima de tudo o estabelecer de uma carta de princípios que seja respeitada, tendo em conta o Legado da Rainha Dona Leonor e de encontro aos interesses de TODOS os caldenses, herdeiros de tão grandioso bem!
O tempo é de chegar a consensos, o tempo é de unir esforços e trabalhar em conjunto para que se consiga atingir o objectivo final: a abertura do Hospital Termal! Já perdemos muito tempo, tempo esse que tem saído caro a todos os caldenses a todos os níveis. Toda a economia em redor do Termal definhou e a prosperidade de outros tempos morreu como tem morrido o seu coração. E este tempo todo de abre e fecha e por último o encerramento tem trazido às Caldas da Rainha a paralisação económica, a decadência do centro histórico, o desespero do comércio tradicional, a destruição de todo o património. E porque não é uma questão apenas do Hospital Termal, mas todo o pulsar que se gera com o seu funcionamento, não há tempo a perder! Reanimar o coração das Caldas é irrigar esta cidade e este concelho de riqueza. Mas olhando para o Hospital Termal apenas, tão importante, tão imprescindível para tantas maleitas e seu tratamento! Passar do paradigma Hospital Termal como encargo, para o paradigma Hospital Termal gerador de riqueza não tem sido fácil, mas em tempos idos, antes de ser agregado ao parasita do Hospital de Agudos, era uma realidade! Os números comprovam! 
Os consensos começam a surgir, os esforços exigem-se e a abertura é fundamental! Hoje mais do que nunca luto pelo meu interesse: que todos os caldenses possam usufruir do Hospital Termal, e com a sua abertura possamos dignificar aquilo que outrora uma Rainha nos deixou e utilizar essa herança em prol do bem comum e da prosperidade de todos os caldenses!
Espero que 2014 traga boas surpresas para todos os caldenses...