sábado, 18 de janeiro de 2014

Passadeira? Onde?

Os peões constituem um grupo de risco de utentes do espaço rodoviário detentor de direitos e deveres de cidadania, mormente os mais vulneráveis por integrarem crianças, idosos, invisuais e deficientes.
Uma das situações de maior perigo para os peões (naturalmente desprotegidos) que têm de coexistir com os condutores de veículos na infra-estrutura rodoviária consiste na acção de atravessamento da faixa de rodagem. Para o efeito, as passadeiras para peões são estruturas importantes que permitem o atravessamento de uma zona de circulação automóvel, dando a prioridade aos peões nesse local.
Nesse sentido, por ser um local de atravessamento da via, o mesmo deverá estar devidamente sinalizado, de forma a que os condutores, tenham a percepção atempada da existência de passadeiras para peões.
Não entrando na falta de civismo que abunda no cérebro de alguns condutores, ignorando estas estruturas e não cedendo a passagem aos peões, complica-se mais quando estas estruturas estão degradadas com perda da tinta ou quando a via sofreu arranjos (remendos) e não foi novamente pintada.
Caldas da Rainha, é hoje um exemplo de descuido com estas estruturas. Em toda a cidade, são poucas as passadeiras para peões que estão devidamente sinalizadas e em bom estado de conservação. Tal aspecto pode contribuir em muito para o aumento da sinistralidade embora felizmente os casos de atropelamentos na cidade sejam escassos, mas só por acaso.
O estado de degradação é tal nalgumas situações que em dias de visibilidade reduzida, chuvosos ou mesmo durante a noite, a percepção de existência de uma passadeira é nula. Falo por experiência própria que sou condutor e simplesmente não se vê a passadeira e falo também como peão já tendo apanhado uns sustos com umas travagens bruscas por parte dos condutores...
Entretanto contatei via email o Sr. Vereador responsável pelo pelouro da mobilidade urbana, mas até ao momento sem qualquer parecer. Aguardemos uma solução, esperando que entretanto não aconteça uma desgraça! 
 
 
 


 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Orçamento Participativo 2014, proposta entregue!

Os orçamentos participativos são mecanismos interessantes de participação dos cidadãos onde uma verba do orçamento geral do município é transferida para um orçamento onde os cidadãos podem participar. A Câmara Municipal disponibiliza 150 mil euros para que os cidadãos façam propostas que depois de serem devidamente validadas e selecionadas, são escolhidas para serem concretizadas.
Este ano, segunda edição do orçamento participativo nas Caldas da Rainha, decidi participar com uma proposta que considero importantíssima para a promoção da saúde dos caldenses e Caldas da Rainha ainda não dispõe dessa estrutura, embora já existam nalgumas cidade do país. Sendo uma das minhas causas de luta a Promoção da Saúde, apostei este ano nesta proposta que está intimamente relacionada e constitui uma estrutura que optimiza esse paradigma.
Ainda não irei revelar qual a proposta mas em breve a Câmara Municipal fará a divulgação, sendo que quem ainda quiser participar pode fazê-lo presencialmente na Câmara Municipal até dia 22 próximo.
É bom poder dar uma ideia ao município, melhor ainda se for implementada e extraordinário se contribuir para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos caldenses!
O meu agradecimento à Câmara Municipal por esta iniciativa e que se repita por muitos anos!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Um executivo que não informa!

Vivemos numa sociedade de informação, onde hoje facilmente, com tantos meios disponíveis, é possível informar da melhor forma todos os cidadãos! Apesar desta facilidade e com a cidade mergulhada num caos em nome das obras de regeneração, uma grande parte dos caldenses, parece não saber o que se está a passar na cidade. Esta "ignorância" informativa não é culpa de quem não quer estar informado, mas sim de quem tem os meios, o dever e a obrigação de informar.
Transparência, conceito banalizado mas que deve ser uma premissa em qualquer local, ganha maior importância no poder local, onde as decisões tomadas pelos governantes eleitos devem ser claras, objectivas, apresentadas, divulgadas e acima de tudo informadas, para que todos os cidadãos possam ser esclarecidos do que se passa na sua cidade e concelho e tenham uma opinião activa a demonstrar.
A informação que a autarquia oferece aos cidadãos deve ser por isso transparente, para não surgirem dúvidas. E transparência é factor que não abona por terras caldenses. O Índice de Transparência Municipal mede o grau de transparência das Câmaras Municipais através de uma análise da informação disponibilizada aos cidadãos nos seus web sites e Caldas da Rainha ocupa o 115º lugar, muito aquém do desejável e não é de estranhar! Este problema vai muito para além do site da Câmara Municipal.
Mas o essencial da questão é que hoje ao percorrer a rede social Facebook e ontem também, deparo-me com pessoas a fazerem "projectos" para a Praça da Fruta como estando a ser construído neste momento um Parque de Estacionamento subterrâneo. Tais afirmações, fruto da falta de informação geram especulações, ideias erradas, nada favoráveis e que contaminam a opinião pública. A colocação de placas no local com toda a informação do que está a ser feito seriam importantes para minimizar este problema! Depois um pedido de desculpa aos caldenses pelos incómodos causados durante as obras, publicados em ambos os Jornais locais também seria apreciado.
Mas não existe essa sensibilidade neste executivo que vê nos cidadãos, seres que não merecem o respeito nem o papel que não querem que desempenhem. E mesmo perante a desinformação, um vereador que por sinal ocupa o pelouro mais implicado na regeneração urbana, devendo ser o primeiro a explicar o que se está a passar e a informar os caldenses que pela falta de informação, têm uma ideia errada do que está a ser feito, quando uma cidadã refere que está a ser construído um parque de estacionamento, limita-se a responder: não! E explicar o que afinal se passa? Expliquei eu!
Pequenos pormenores que dizem tanto de um executivo camarário pouco preocupado com os cidadãos e com a informação que têm obrigação de prestar. Informação exige-se, transparência uma obrigação!
 
 
 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Assembleia de Freguesia condicionada!

 
 
A participação dos cidadãos na vida política local e a promoção do contacto entre os cidadãos e os seus representantes políticos, através de mecanismos que permitam um envolvimento mais profundo na tomada de decisões que afectam as suas vidas são fundamentais. Numa época marcada pelo distanciamento dos cidadãos nas actividades de participação política, sendo a abstenção eleitoral a mais significativa, surgem novos desafios para as instituições tradicionais da democracia representativa que passam pela criação de interacções permanentes entre os eleitos e os cidadãos, através da introdução de práticas participativas. Ao constituírem a instância governativa mais próxima dos cidadãos, as autarquias locais são espaços privilegiados para a implementação, com resultados positivos, de inovações políticas que favoreçam a participação das populações. Começa a ser mais frequente a incorporação e a participação real dos cidadãos na vida política local, através da criação ou do reforço de mecanismos que estimulem a interacção entre os eleitos locais e a população, sem soluções rígidas, mas adaptadas às idiossincrasias de cada lugar. Esta nova realidade desafia, assim, as formas tradicionais de interacção e de comunicação entre o poder público e a sociedade.

No passado dia 30 de Dezembro decorreu mais uma Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. Desde o dia da tomada de posse desta nova assembleia, que os sinais foram claros, de abertura e participação dos cidadãos. Está-se a estudar inclusive o alargamento do tempo de participação dos cidadãos de 30 minutos para uma hora, no novo regimento, bem como a descentralização das sessões para a Serra do Bouro ou para espaços de associações que permitam uma maior aproximação aos fregueses. É ponto assente na mesa da assembleia de freguesia constituída pelo PS, MVC e CDU que a participação dos cidadãos é fundamental para uma governação de proximidade, ainda mais com a presença do MVC que durante toda a campanha eleitoral anunciou e enalteceu o poder dos cidadãos na definição das políticas locais.

Embora a presença dos cidadãos nunca seja grande nas assembleias de freguesia, o que eu lamento profundamente, a participação dos mesmos é quase impensável em Santo Onofre e Serra do Bouro. Não por vontade da mesa da assembleia que tem apelado incansavelmente à participação, mas por vontade de alguns membros do PSD, nomeadamente o Sr. Marques que por ainda não ter conseguido interiorizar que já não é o presidente da assembleia de freguesia, continua a "intrometer-se" e a condicionar o funcionamento da actual mesa da assembleia. Numa falta de respeito para com a mesa da assembleia, para com os membros da mesma e os cidadãos presentes, o Sr. Marques abandonou a sala, juntamente com mais duas eleitas pelo PSD, depois de ter dito que o presidente da mesa, Alberto Gonçalves, tinha de pôr ordem na sessão e que o que estava a assistir não podia acontecer. Esta atitude foi tomada porque no momento destinado aos cidadãos, um cidadão questionou o Sr. Presidente Abilio Camacho sobre a iluminação no Largo da Ponte. O Sr. Presidente Abilio Camacho respondeu, formando-se um diálogo entre os dois e quando este terminou interviu o 1º secretário do MVC, Carlos Fernandes a questionar o cidadão, não tendo pedido a palavra ao presidente da assembleia.

As regras são explícitas e os cidadãos não podem pronunciar-se, manifestar-se ou bater palmas durante a assembleia o que foi respeitado, podendo intervir no espaço destinado, apresentando as suas questões e o facto de se estabelecer um diálogo (desde que não seja ofensivo para ninguém e seja tido em conta o respeito por todos) parece-me mais produtivo na medida em que se esclarecem as questões devidamente, mesmo que se tenha esquecido de referir algum facto importante para o tema apresentado. Por isso dou os meus parabéns ao Presidente da Assembleia Alberto e à mesa, que de uma forma sensata e democrática têm conduzido as sessões, promovendo a abertura e o diálogo, perspectivando mudanças profundas e desejáveis na participação dos cidadãos, embora esta nova visão seja incomodativa para alguns membros do PSD que continuam presos a formalismos e regras pouco “dinâmicas”.

Se se quer a participação dos cidadãos, não é com tantos condicionamentos que se consegue. Como sabemos a participação pode ser incomodativa e este executivo e alguns membros da assembleia não sabem lidar com opiniões que são divergentes, novas ideias, criticas, esclarecimentos. Se bem me lembro, foram eleitos para representar e atender aos interesses e necessidades dos fregueses. O que se assistiu nesta assembleia, com o abandono do Sr. Marques e duas eleitas pelo PSD da mesma, foi uma total falta de respeito, mas foram estas pessoas que os caldenses votaram para as representar. Pena que não vão ver com os próprios olhos!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Estamos à espera que os partidos mudem?

Esta opinião é do dia 29 de Julho de 2013, mas será sempre actual! Uma opinião verdadeira onde até no final a jornalista vai de encontro ao que defendo para a saúde, a promoção da saúde! Enfim, estaremos à espera que os partidos mudem? Nunca, eles apenas servem para servir interesses e nada mais, pelo menos actualmente...
 

3º Artigo "Pela sua saúde..." - O alcoolismo

In Jornal das Caldas, 01/01/2014
 
 
O alcoolismo não só constitui um problema gravíssimo de dependência por uma substância, o álcool, mas as alterações que provoca constituem um factor de risco para a ocorrência de acidentes domésticos, laborais e de condução, violência, abusos e negligência infantil, conflitos familiares e incapacidade prematura. De acordo com a OMS, o alcoólico é todo o indivíduo a quem o consumo excessivo de álcool afecta o estado físico, a sua economia e o seu ambiente familiar e social. Porém, o consumo excessivo de álcool numa só ocasião, não torna essa pessoa alcoólica, contudo pode ter consequências sérias para a saúde de quem bebe e para terceiros. Uma percentagem elevada de acidentes de viação é causada por condutores que se embriagaram numa ocasião apenas.

São factores que contribuem para o desenvolvimento desta dependência no indivíduo: antecedentes pessoais e história familiar de alcoolismo, integração em famílias/meios sociais propensos ao consumo de álcool, situações imprevisíveis de rotura na vida quotidiana e distúrbios emocionais como a depressão e ansiedade. Nos jovens, faixa etária onde o consumo de álcool tem aumentado cada vez mais, os conflitos entre os pais, história de hiperactividade na infância, dificuldades de adaptação à escola e de aprendizagem, necessidade de emancipação e afirmação de papéis entre os pares, podem ser factores que predispõem ao aumento do consumo de bebidas alcoólicas.

O forte desejo de consumir uma bebida alcoólica, a dificuldade em controlar o consumo, sentir sinais físicos de abstinência quando se deixa de beber, aumento progressivo das quantidades ingeridas e o abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do álcool são indicadores da dependência do álcool.

O excesso de álcool em circulação no sangue provoca um estado de excitação psíquica, com euforia, diminuição da tensão e ansiedade e anulação de inibições, perda de capacidades intelectuais, inibição da atenção e alterações a nível dos movimentos, náuseas e vómitos, podendo levar a um estado de coma ou mesmo morte. O consumo de bebidas alcoólicas, a longo prazo, pode levar a danos permanentes em órgãos vitais como o cérebro, o coração e o fígado.

O tratamento varia em função do grau de dependência e do estado de saúde geral do doente. Quanto mais cedo o alcoolismo for diagnosticado, maiores são as probabilidades de sucesso do tratamento e da recuperação. O tratamento com medicamentos, sobretudo na fase de abstinência, é necessário, contudo as psicoterapias desempenham um papel fundamental no tratamento e na recuperação. A participação em programas de recuperação e em grupos de auto-ajuda constitui um apoio muito importante para a recuperação e para o bem-estar do alcoólico. Tal como outras dependências, não existe cura. O alcoólico pode manter-se sóbrio por um longo período de tempo, mas isso não significa necessariamente que esteja curado. O risco de recaída mantém-se e por isso é uma doença crónica, mas lembre-se que apostar na prevenção é ganhar qualidade de vida!
 
Enfermeiro Especialista
Miguel Miguel
Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014 pouco dinâmico...

O Espetáculo Pirotécnico que começou com 10 minutos de atraso depois da meia-noite, foi preciso a chuva começar a cair. Mais pobre este ano, sem o habitual discurso de Fernando Costa que jamais abdicava de estar juntos dos caldenses nestes momentos. Do presidente da Câmara, Tinta Ferreira nem vê-lo. Foi o Sr. António Marques, imagine-se a despedir-se do ano velho (não percebi e não gostei). E depois a cereja no topo do bolo, o grito por parte do apresentador "Uma Nova Dinâmica" (1 minuto e 4 segundos no vídeo). Enfim! Triste e de lamentar...
 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Falta de respeito é pouco...

Ontem decorreu mais uma Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Sto. Onofre e Serra do Bouro que tinha como pontos essenciais de discussão e votação o Regimento da assembleia, o Orçamento para 2014 e as Grandes Opções do Plano (GOP). Ingredientes que permitiram cozinhar uma boa discussão, infelizmente com finais menos respeitosos por parte de alguns membros da Assembleia de Freguesia mas já lá iremos...
 
Um Presidente de Junta que se candidata em nome de uma "NOVA DINÂMICA"
 
Não existe "Nova Dinâmica" na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. O Presidente Abílio Camacho e o seu executivo apresentam um orçamento para 2014 que não trouxe nada de novo. Mais do mesmo que nem a união administrativa de duas freguesias poderia alterar. Num discurso tipicamente português do "fado" e da inevitabilidade do futuro, da falta de dinheiro e dos cortes sucessivos, foi o possível e o máximo que se conseguiu, onde uma grande fatia do mesmo é directamente afecto às despesas da Junta de Freguesia. É um facto, mas também reconheço a falta de iniciativas ou melhor a falta de abertura a iniciativas que podem contribuir para minimizar as despesas e conquistar receitas.
Carlos Fernandes do MVC, considera mesmo que para além de se poderem rever contratos de eletricidade, telefone, telemóveis, internet, seguros, entre outros, renegociando-os com condições mais vantajosas, podem-se criar novas formas de conseguir receitas para encaminhar para uma vertente social que todo o orçamento para 2014 ignora. A criação de uma loja social, ou prestação de serviços a preços mais vantajosos são algumas ideias que já existem em prática noutras juntas de freguesia do país e que permitem adquirir receitas. Contudo o Sr. Presidente rapidamente diz logo que não é possível, a junta de freguesia não pode.
Como todos nós sabemos, os "bairros para lá da ponte" sempre foram os parentes pobres de uma cidade que deveria ser um todo, mas onde uma linha de caminhos de ferro rasga longitudinalmente ao centro, esta cidade, a todos os níveis e ao longo dos anos Nossa Sra. do Pópulo sempre se soube afirmar. Mas se por um lado Nossa Sra. do Pópulo tem ganho e a Câmara Municipal compactuado com isso, também não será por culpa de anteriores executivos de Santo Onofre, agora numa união administrativa com Serra do Bouro, as baixas verbas, a falta de atenção para com a freguesia, o continuar a ser uma freguesia de segunda? Continuarmos a desculpar com o destino, sempre fatalista, numa perspectiva do "é o que se arranja", leva-me a não acreditar em publicidades enganosas de "Novas Dinâmicas".
Por outro lado, a discussão, a confrontação, a apresentação de ideias, o simples questionar, é algo com que o Presidente Abílio Camacho não lida muito bem. Os esclarecimentos (poucos) prestados demonstram um executivo habituado às maiorias, mas se alguma coisa mudou e onde se pode afirmar que existe uma nova dinâmica tendo em conta o verdadeiro significado da palavra, foi na mesa da Assembleia que representada pelo PS, MVC e CDU, implica uma nova forma de "ser" e "estar", que claro não é muito bem acolhida pelo PSD e pelo executivo. Achei surreal que o Presidente não tivesse informações a dar quando foi o espaço para tal. Não me estranha que tenha essa atitude, mas há uma coisa que se chama transparência e essa não devemos abdicar. Para amenizar um pouco o discurso:
 
 
 
Um Orçamento, mais um...
 
Como disse anteriormente, o orçamento apresentado não acrescenta nada de novo na sua essência ao de anos anteriores. Tal ideia é corroborada também pelo PS na voz do Presidente da Assembleia, Alberto Gonçalves, o orçamento ignora completamente a vertente social, numa altura em que como todos nós sabemos, as populações passam momentos difíceis. Deveria ter sido dada mais visibilidade a estas questões e terem sido criadas respostas para minimizar os efeitos da crise. Realça ainda que certamente todas as forças políticas fariam o orçamento como sendo o melhor para a população, contudo existem ideias diferentes e o PS apostaria nas questões sociais, neste orçamento.
Também para o MVC, este orçamento reflete uma total ausência de novas ideias, sendo demonstrativo das políticas seguidas até hoje, para além de considerar o mesmo pouco transparente nalguns itens e que aliás, durante a discussão, pôde-se constatar esse facto, nomeadamente nos artigos relacionados com o quadro de pessoal e no que se veio a revelar o grande tema da noite: a psicóloga que presta serviços no edifício da Junta de Freguesia.
Sr. Marques eleito pelo PSD, refere que o orçamento é transparente, foi feito com esforço e é elucidativo, revelando que com pouco faz-se muito. Resumindo: foi o que se arranjou... um conformismo que até faz doer os ouvidos a quem escuta!
Orçamento aprovado com os votos a favor (7) da CDU, do PSD e CDS, um voto contra do MVC e a abstenção (5) do PS. Temos orçamento!
 
Psicologia, a quanto obrigas!
 
Isilda da CDU, questionou a razão da psicóloga que está por avença (soube-se mais tarde) a prestar serviço de psicologia à população mais carenciada, em especial a jovens sinalizados pela CPCJ, não figurar no mapa de pessoal. Que questão colocada! Foi tema em todos os pontos da assembleia...
Muito resumidamente a psicóloga recebe uma avença de 350 euros mensais por prestar os serviços de psicologia na Junta de Freguesia, contudo para além de o fazer a jovens sinalizados pela CPCJ e carenciados, também presta serviço a outros fregueses que necessitem com um custo de 5 euros, cobrados pela mesma e que segundo o Sr. Presidente a própria passa recibo dessa consulta. Na minha modesta opinião, se a psicóloga está ao serviço da Junta de Freguesia, e recebe uma avença por isso não deveria ser cobrado mais nada aos fregueses. Tal ideia foi defendida por Alberto Gonçalves do PS que não concorda também com este vencimento extra. Também o período de funcionamento das consultas em horário não compatível com o de funcionamento dos serviços administrativos e as questões de segurança foram enumerados como factores a rever.
De lamentar a posição do Sr. Presidente da Junta que assim que questionado, começa por referir que seria melhor acabar com este serviço, para não levantar problemas nem mais questões, quando apenas foi questionado, por uma questão de transparência, como funcionava este serviço. Tal atitude mais uma vez só demonstra a pouca abertura do executivo e a impossibilidade de pedir esclarecimentos ao Sr. Presidente da Junta.
 
GOP sem opções!
 
Claramente inexistentes. Se não existem opções, como poderemos chamar grandes? Pois o documento tem esse nome, convivamos com isso mas sem opções.
Sr. Marques do PSD deixa mesmo a pergunta no ar: com 83.5% do orçamento canalizado para despesa directa, como seria possível ter grandes opções? Responderia pouca dinâmica... Existem sempre formas de contornar as questões se houver abertura para novas ideias, novas formas de criar receita. Mas não vale a pena, porque a abertura por parte do executivo não existe e como tal, Santo Onofre e Serra do Bouro continuem a ser os parentes pobres da cidade das Caldas, são destinos que alguns teimam em não mudar.
A votação das GOP criaram um empate que não ficou esclarecido. O PS e o MVC votaram contra com 6 votos, a CDU absteve-se com um voto e o PSD e o CDS votaram favoravelmente com 6 votos.
 
Regimento da assembleia adiado
 
O espanto surgiu do Sr. Marques (PSD), indignado por não ter os membros eleitos pelo PSD não terem sido chamados a participar da construção do Regimento para a nova assembleia de freguesia. Concordo que existiu aqui uma lacuna. Na minha opinião todas as forças políticas devem participar na construção do documento.
Alberto Gonçalves, presidente da assembleia refere ter cumprindo o que foi dito inicialmente, de apresentar uma proposta de documento e não um documento fechado e que a discussão durante a assembleia permitira colmatar essa lacuna, contudo e por o PSD querer apresentar algumas alterações aos artigos, o que implicaria rever ponto a ponto, o mesmo ficou para votação na próxima assembleia, depois de se realizar uma reunião, mais informal para se chegar a um documento que seja consensual. 
 
Uma abertura desejada, incomodativa para alguns...
 
O meu ponto de revolta! Desde o dia da tomada de posse desta nova assembleia, que os sinais foram claros, de abertura e participação dos cidadãos. Está-se a estudar inclusive o alargamento do tempo de participação dos cidadãos de 30 minutos para uma hora, no novo regimento. A descentralização das sessões para a Serra do Bouro ou para espaços de associações que permitam uma maior aproximação aos fregueses foi ponto assente desde o início. É ponto assente na mesa da assembleia de freguesia constituída pelo PS, MVC e CDU que a participação dos cidadãos é fundamental para uma governação de proximidade, ainda mais com a presença do MVC que durante toda a campanha eleitoral anunciou e enalteceu o poder dos cidadãos na definição das politicas locais.
Embora a presença dos cidadãos nunca seja grande nas assembleias de freguesia, tal como nas assembleias municipais, o que eu lamento profundamente, a participação dos mesmos é algo quase impensável em Santo Onofre e Serra do Bouro. Não por vontade da mesa da assembleia que tem apelado incansavelmente à participação, mas por vontade de alguns membros do PSD, nomeadamente o Sr. Marques que por ainda não ter conseguido interiorizar que já não é o presidente da assembleia de freguesia, continua a "intrometer-se" e a condicionar o funcionamento da actual mesa da assembleia.
Numa falta de respeito para com a mesa da assembleia, para com os membros da mesma e os cidadãos presentes, abandonou a sala, juntamente com mais duas eleitas pelo PSD, depois de ter dito que o presidente da mesa, Alberto Gonçalves, tinha de pôr ordem na sessão e que o que estava a assistir não podia ser. Esta atitude foi precipitada porque no momento destinado aos cidadãos para questionarem o executivo sobre alguns problemas da freguesia, um cidadão questionou o Sr. Presidente Abilio Camacho sobre o estado da iluminação no Largo da Ponte, onde segundo o cidadão, está sem iluminação há 3 meses. O Sr. Presidente Abilio Camacho respondeu, formando-se um diálogo entre os dois e quando este terminou interviu o 1º secretário do MVC, Carlos Fernandes a questionar o cidadão. Estes diálogos formados, pelo que parecem não podem existir, pelo menos para o Sr. Marques, que revoltado abandonou a sala. Que falta de respeito Sr. Marques!
As regras são explícitas e os cidadãos não podem pronunciar-se, manifestar-se ou bater palmas durante a assembleia. No espaço destinado às intervenções do público, podem apresentar as suas questões e o facto de se estabelecer um diálogo (desde que não seja ofensivo para ninguém) parece-me a mim mais produtivo na medida em que se esclarecem as questões devidamente. Pelos vistos não agrada ao Sr. Marques. O ideal ao que parece seria o cidadão falar e calar-se para sempre, mesmo que tenha se esquecido de referir algum facto importante para o tema apresentado. E quanto menos falar ou até estiver presente melhor. Perspectivas e formalismos de quem foi presidente da assembleia e não consegue desligar-se do passado.
Depois o facto de Carlos Fernandes não ter pedido a palavra ao presidente da assembleia, o que constituiu uma afronta para o Sr. Marques mas se bem me lembro o Sr. Marques interviu muitas vezes sem pedir a palavra e não foi mandado calar por isso. Partindo do respeito por todos, parece-me sensato que assim seja, abertura para todos trocarem ideias e serem mais produtivas as assembleias. Por isso dou os meus parabéns ao Presidente da Assembleia Alberto que de uma forma sensata e democrática tem conduzido as sessões, promovendo a abertura e o diálogo, embora esta nova forma adoptada pela mesa seja incomodativa para alguns membros do PSD.
Se se quer a participação dos cidadãos nas assembleias, não é com tantos condicionamentos que se consegue a participação. Mas como sabemos a participação pode ser incomodativa e este executivo e alguns membros da assembleia não sabem lidar com opiniões que são divergentes, novas ideias, criticas, esclarecimentos. Se bem me lembro, foram eleitos para representar e atender aos interesses e necessidades dos fregueses. O que se assistiu ontem, com o abandono do Sr. Marques da assembleia, foi uma total falta de respeito, mas foram estas pessoas que os caldenses votaram para as representar. Pena que não vão ver com os próprios olhos!
 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Um 2014 participativo!

Quase a chegar ao fim e parece que nunca mais... nunca mais não por achar que este ano fosse péssimo e o que vem será melhor, nada disso! Simplesmente porque parece estar tudo parado, numa letargia (como adoro esta palavra), tudo suspenso para as festas. Ainda somos um país que paralisa para comemorar o Natal e o Ano Novo. Luxos que nem as crises e austeridades apagam!
Mas não vou entrar em projeções de como será o próximo ano. Tanta gente que tenta adivinhar o futuro, mas como já o meu avô dizia, "cada um diz aquilo que quer e eu fico naquilo que me parece".
Mas desejo que passe esta época para entrar no novo ano com o pé que calhar, que não sou dado a superstições. Se em 2013 aperfeiçoei o gosto que tinha pela intervenção cívica e pela cidadania participativa, em 2014 espero multiplicar e afirmar o que considero ser a única forma de construir uma cidade, um concelho, uma região, um país melhor. Só o poder dos cidadãos pode contribuir para uma mudança de paradigma e eu não ouso esquecer e muito menos abdicar.
Mas para além de desejar todas as coisas boas e naturais desta época, desejo que 2014 seja um ano de cidadania participativa e que todas as cidadãs e todos os cidadãos desempenhem o seu papel, pois se temos direitos, os deveres são proporcionais e só com a participação de todos podemos contribuir para uma cidade e um concelho melhor.
Através deste blog, através do Facebook, nas Assembleias de Freguesia e Assembleias Municipais, meios de comunicação social locais, vou fazendo o meu papel de cidadão e desafio todos a seguirem este exemplo, porque só assim temos uma voz activa naquilo que queremos para todos!
Por isso que venha 2014 com muitas saudações participativas! Porque nada será como antes...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Reflexões Natalícias...

O Natal chegou, mas não devia! Deveria antes sim, ser um estado diário, uma forma de estar e de ser, de fazer, de sentir, de tudo, durante todos os dias... Mas não é... para a maioria é um antagonismo entre o receber uma prenda e o ter mais uma despesa, o lado materialista e que envenena o verdadeiro Natal e sua simbologia.
Natal é o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado. A Bíblia não diz nada sobre o dia exato em que Jesus nasceu e por isso a comemoração do Natal não fazia parte das tradições cristãs no início. O Natal começou a ser celebrado para substituir a festa pagã da Saturnália, que por tradição acontecia entre 17 e 25 de dezembro. A comemoração do Natal em substituição da Saturnália foi uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos.
Inspirado na figura de São Nicolau, um bispo do século III, o Pai Natal é responsável por trazer os presentes das crianças no Natal, segundo a tradição. E esta figura, hoje, para muitos é o verdadeiro Natal e não propriamente o nascimento de Jesus Cristo. E a ele associado vem o consumismo desfreado em detrimento do nascimento de Jesus Cristo e toda a sua simbologia... Mas também não podemos querer que todos sejam cristãos e aceitem este propósito, contudo, mais que a troca de prendas, deve estar implícito neste conceito a solidariedade, a interajuda, a paz, o amor, a partilha, o perdão, a amizade... e não só neste momento específico do ano, mas ao longo de todos os dias da nossa vida e por isso inicio este texto, defendendo o Natal como uma premissa para um estado diário de vida!
Mas façamos mais algumas reflexões:
  • Saímos à rua e somos "bombardeados" com peditórios e mais peditórios, rifas e cabazes... perdoem-me mas em 365 dias do ano tudo se concentra neste mês porquê? O facto da época tornar-nos mais solidários, não me parece que as necessidades e a ajuda só seja importante nesta época...
  • A "caridadezinha" enjoa-me... fica bem e socialmente até poderia dizer que é "chique" mostrar que se ajuda, mas convínhamos, quem ajuda o faz porque sente-se bem com isso e não para se autopromover... e o que assistimos diariamente nesta época é mais uma vez ajudar os "pobrezinhos" porque é Natal e fica bem, mas sinceramente pobres são os de espírito e para esses não há ajuda possível...
  • Vivemos uma crise profunda, como todos sabemos, mas o país pára por estes dias... que bom governo temos que concede tolerância de ponto no dia 24 e na tarde de 31! Não consigo compreender sinceramente... Curiosamente fala-se tão mal do governo mas pronto, é Natal, haja paz...
  • Nunca tivemos uma cidade das Caldas tão bonita em iluminação! Pelo menos que eu me lembre, este ano luz é o que não falta! Ouvi alguém dizer por aí: "se este presidente continuar assim vai no bom caminho"... O quê? Dr. Tinta, dê luzinhas de Natal ao povo que é com isso que se vive bem e prosperamos! Ah povo que lavas no rio, que talhas com teu machado as tábuas do teu caixão, já dizia Amália... Não estou contra as iluminações de Natal, mas preferia que o Comércio Local, tão desejado e publicitado, respondesse da mesma forma com a abertura das lojas até às 23 horas por exemplo, para as pessoas saírem às ruas, usufruírem das iluminações, fazerem as suas compras e desenvolverem a economia local. Que se apostasse mais na animação de rua. Mas não, o comércio local fecha às 19 horas, as luzes acesas e na rua ninguém! Nestas circunstâncias confirmo que nos centros comerciais é bem mais agradável de estar e passear! Mas é o que temos, uma cidade bonita e iluminada, mas só isso... o seu propósito fica na gaveta!
  • O consumismo desfreado, as prendas obrigatórias, importante fase para o comércio que tem atravessado quebras do consumo ultimamente, nada contra... mas e o desperdício associado? Faz-me confusão simplesmente quando o verdadeiro significado do Natal é tão mais simples, barato e fácil de oferecer, basta querermos!
Mas sempre foi assim e assim vai continuar a ser! Mais que a crise económica, a crise de valores que atravessamos nunca deixaria discernir nada mais para além do que temos atualmente. Resta-me desejar um Santo e Feliz Natal para todos, com votos de que 2014 traga melhores notícias para toda a Humanidade. E lembrem-se sempre, Natal é todos os dias e não apenas dia 25...