sábado, 26 de outubro de 2013

Sou o dono da razão?

Escrevo como escape, como forma de depositar num sítio, o que anda na minha cabeça às voltas. Desabafos diria. Mas o certo é que o blog, conta com mais de 1500 visitas, o que por si só significa que muita gente tem por aqui passado. E eu sei que passam e graças às ferramentas do blogger, sei donde são maioritariamente. Mas estas passagens silenciosas levam-me a questionar duas hipóteses: o que eu escrevo, escrevo muito bem, não há contestação possível, sou o dono da razão e por isso não vale a pena comentar, ou por outro lado, comentar é chato e mais vale eu ficar com as minhas ideias que também não interessam nada!
Qualquer das hipóteses não me agradam nada! Gosto que as pessoas comentem, discordem, critiquem (construtivamente), sugiram, mostrem os seus pontos de vista, desafiem-me, enfim digam olá, talvez! Acredito que só assim conseguimos construir a nossa forma de pensar. Não sou, não fui e não quero ser o dono da razão e como tal mostrem-me aqui os vossos pontos de vista! Comentar não custa nada e por vezes umas breves palavras, traduzem-se numa grande ideia ou numa nova forma de pensar na minha cabeça! Vá lá, comentar os posts não custa...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação na Inclusão!

A enfermagem de reabilitação, especialidade com percurso recente dentro da história da enfermagem, surgiu como resposta à necessidade, de no nosso país não existirem respostas no tratamento ou reabilitação de deficientes motores, surgindo por isso a necessidade de formar profissionais nesta área. Foi em 1965 que se iniciou o primeiro curso de Especialização em Enfermagem de Reabilitação, inovador no conceito de cuidar, cobrindo todos os grupos etários e impondo que a acção iniciada na fase aguda, fosse continuada em tratamento ambulatório na comunidade (RPQCEER, 2011).
Com a criação da Ordem dos Enfermeiros e mais recentemente no sentido de definir as competências específicas do Enfermeiro de Reabilitação, foi publicado em Diário da República, a 18 de Fevereiro de 2011, o Regulamento 125/2011, o qual define que o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação “possui um conjunto de conhecimentos e procedimentos específicos que permitem ajudar as pessoas com doenças agudas, crónicas ou com as suas sequelas a maximizar o seu potencial funcional e independência”. São este conjunto de conhecimentos e procedimentos específicos que vão permitir cuidar de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida, em todos os contextos da prática de cuidados. Também pretendem capacitar a pessoa com deficiência, limitação da actividade e/ou restrição da participação, para a reinserção e exercício da cidadania e maximizar a funcionalidade, desenvolvendo as capacidades da pessoa (Regulamento 125/2011). Embora este conjunto de competências específicas seja abrangente, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação intervém na alteração da funcionalidade a nível motor, sensorial, cognitivo, cardio-respiratório, alimentação, da eliminação e da sexualidade e partindo destes eixos, presta cuidados especializados e individualizados para cada indivíduo, tendo um papel relevante também na “educação dos doentes e famílias e para os habilitarem a tornar-se autoridades quanto à sua condição e situação.” (HOEMAN 2011, pág. 1).
Embora ainda actualmente as pessoas com incapacidades/deficiências sejam percepcionadas de maneira diferente, existe um conjunto de legislação internacional e nacional, bem como a criação de estruturas apropriadas no sentido de garantir à pessoa com incapacidade o direito à educação, ao trabalho, ao desporto e outros, possibilitando-lhe que se a
ssuma como cidadão de pleno direito. São exemplos disso no nosso país:
  • Resolução da Assembleia da República nº 57/2009, de 30 de Julho, que aprova o Protocolo Opcional à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adoptado em Nova Iorque, em 30 de Março de 2007;
  • Resolução da Assembleia da República nº 56/2009, de 30 de Julho, que aprova a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adoptado em Nova Iorque, em 30 de Março de 2007;
  • Decreto-Lei nº 46/2006, de 28 de Agosto, que proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde;
  • Lei nº 38/2004, de 18 de Agosto, que define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação e participação da pessoa com deficiência.
A pessoa com incapacidade/deficiência deve ser vista como um cidadão de plenos direitos e aqui os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação têm um papel importante a desempenhar, pois tal como defende HOEMAN, 2011, (pág. 1), estes “educam os doentes e famílias e certificam-se de que conhecem os seus direitos, estão completamente informados e capazes de dar o consentimento e obtêm todos os benefícios a que têm direito para a satisfação das suas necessidades”. Também consagrado no RPQCEER de 2011, está que a pessoa com deficiência deve usufruir do seu pleno direito de cidadania, seja qual for a natureza e severidade da deficiência, devendo desfrutar das melhores condições de vida, nos vários domínios da sua vida social. Inclusive é uma competência específica do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, presente no Regulamento 125/2011, “capacitar a pessoa com deficiência, limitação da actividade e ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania”.
 Mas não é só no âmbito da ética e da cidadania que os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação têm um papel importante a desempenhar. Porque promover a participação cívica também passa pela acessibilidade das pessoas com deficiência, quer a nível habitacional, quer a nível público, a Enfermagem de Reabilitação tem como alvo particular de atenção, no exercício do cuidar, a participação activa na definição de estratégias que, a nível local ou nacional, promovam a plena integração da pessoa com deficiência (RPQCEER, 2011).
 Também no campo dos produtos de apoio, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação tem um papel activo. Entende-se por produto de apoio “qualquer produto, instrumento, equipamento ou sistema técnico usado por uma pessoa com deficiência, especialmente produzido ou disponível que previne, compensa, atenua ou neutraliza a limitação funcional ou de participação” (Decreto-Lei n.º 93/2009). Sendo os produtos de apoio, meios de compensar a incapacidade, vem descrito nas competências específicas publicadas no Decreto-Lei 125/2011, que o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação “selecciona e prescreve produtos de apoio”, no âmbito da “concepção de planos de intervenção com o propósito de promover capacidades adaptativas com vista ao autocontrolo e autocuidado nos processos de transição saúde/doença e ou incapacidade”.

 
 
 
Excerto da contextualização teórica de trabalho realizado por mim no âmbito do
 Mestrado em Enfermagem de Reabilitação
Quem necessitar das fontes bibliográficas entre em contacto

domingo, 20 de outubro de 2013

"Velhas dinâmicas" animais!

Ontem à noite, decorreu no Bowling Caldas, o Leo Fashion&Music, evento organizado pela Rede Leonardo para angariação de fundos, para a construção de um canil/gatil. O evento contou com passagem de modelos, onde desfilaram as criações do prestigiado estilista Pedro Batim, as fantásticas danças do ventre e tribais das Serpent Shadows: Niikuty & Ranya, a espectacular presença de Jéssica Cipriano, voz da Banda Vaivescar, e a performance brilhante da violinista Érika. A apresentação do espectáculo foi a cargo do locutor da Rádio Litoral Oeste, Frank D'Amori e da jornalista da Mais Oeste Rádio, Cristina Pinto.
Foi um evento fantástico com muito glamour, diversão e acima de tudo sensibilização para a causa animal, onde os apelos constantes dos apresentadores, bem como a visualização de um filme e até um desfile de cães recuperados do abandono pela Rede Leonardo, enriqueceram a noite já de si fantástica.
Mas tudo isto leva-me a refletir sobre esta problemática, do abandono e maus tratos dos animais. Nas Caldas da Rainha não existe um canil municipal! Existe uma "coisa" escondida, baptizada pela Câmara Municipal como Centro de Recolha Municipal, algures na zona do E'leclerc que, se tem algumas condições mínimas, tem sido graças ao contributo de muitos voluntários que não só se deslocam diariamente para dar mais conforto e qualidade de vida aos animais que lá estão, como têm criado condições de alojamento mais dignas, com o seu esforço e dedicação. Por isso aquela "coisa" se tem condições abaixo de mínimas, tem sido graças a voluntários. A Câmara Municipal, contribui com uma esmola, que a alimentação dos animais rapidamente absorve.
A sorte ainda assim, nas Caldas da Rainha, é existirem associações como a Rede Leonardo e a CRAPAA e seus voluntários que fazem um trabalho impossível todos os dias, em prol dos animais abandonados. Senão existissem estas associações como seria? Nem quero pensar!
Depois temos outro problema nas Caldas da Rainha que tendo a Câmara Municipal uma veterinária municipal, por vezes questiono-me se existe realmente! Facilmente se pode encontrar na sua clínica na Foz do Arelho. Mas as suas funções, enquanto Veterinária Municipal, deviam ser mais activas no concelho, permitindo e facilitando a esterilização dos animais, principalmente, dos animais que estão na posse das associações e inclusive na "coisa" municipal, onde têm de ser deslocados a clínicas privadas para o efeito, quando é a própria veterinária municipal a responsável pela "coisa" municipal. Isto é uma incongruência clara onde a Câmara Municipal tem obrigação de intervir, contudo mesmo que a veterinária municipal quisesse proceder a uma esterilização, não existem condições físicas nem logísticas para o fazer.
Mas não é só na gestão da "coisa" que a Câmara Municipal falha, a simples importância que a mesma dá a esta problemática, começa logo no site do município. Se entrarmos no site da Câmara, nos "serviços veterinários" que encontramos: 
  • os contactos da veterinária municipal, só disponível às quartas-feiras com atendimento ao público, apenas 2 horas das 10 às 12 horas;
  • a vacinação anti-rábica e identificação eletrónica só para 2009;
  • podemos esboçar um sorriso ao ver uma "bolsa de adopção", mas se clicarmos no link, a admiração surge logo ao vermos um formulário para preencher... para quê?
  • as competências explícitas do veterinário municipal, remetem apenas para a legislação dos animais de raças perigosas... muito útil!
  • a "coisa" existente, também apelidado pela Câmara Municipal, de Centro de Recolha Municipal (parece que os animais são objectos), pelo que parece promove a adopção... do que conheço não promove nada e à palavra adopção, é importante acrescentar a palavra responsável!
  • outra informação importante é o edital de vacinação, muito atual, ou não fosse de 2010...
  • nos perdidos e achados, está sem conteúdo... bom trabalho! Ainda bem que existem páginas e sites dedicado a isso, senão estaríamos bem...
A sensibilização deveria começar logo no site da Câmara onde as pessoas procuram informações, mas para além de desatualização, encontra-se nada!
São dois problemas graves que a Câmara Municipal tem ignorado ao longo dos anos: a criação de uma estrutura efectiva a que se possa chamar canil/gatil municipal e os serviços adequados de um veterinário municipal, que deveriam funcionar durante toda a semana, nessa estrutura, oferecendo aos munícipes um conjunto de serviços de veterinária, a preços mais baixos e em especial a esterilização animal, que contribuiria em muito para diminuir o número de animais abandonados no concelho. Aqui poderia entrar o "lobby" das clínicas veterinárias e mexer com interesses instalados é tão complicado, mas a falta de coragem de encarar os problemas do concelho são uma vergonha e a proteção e respeito pelos animais, nas Caldas da Rainha, fica muito aquém do ideal, minimizado pela existência de associações como a Rede Leonardo e a CRAPAA e dos seus voluntários que diariamente dão tudo pelos animais. E quem tem a obrigação de cuidar deste flagelo e a competência legal é a Câmara Municipal. Dr. Tinta Ferreira, para quando uma "nova dinâmica" nesta área?
 
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A vacina contra a Gripe...


 
Todos os anos por esta altura, inicia-se a vacinação contra a gripe, mas associada a esta, surge também a dúvida do ser ou não ser vacinado. É importante por isso esclarecer um pouco sobre esta vacina.

Tal como as outras vacinas, a vacina contra a gripe é uma preparação de antigénios (microorganismos completos, mortos ou atenuados, ou fragmentos), que quando administrada num indivíduo induz uma resposta imunitária protectora específica em relação ao microrganismo que a vacina contém. Ao desencadear a resposta imunitária, é como se o indivíduo tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo, desenvolvendo assim defesas imunitárias. Quando existir contacto real com o microrganismo, o corpo já sabe como se defender, muitas vezes nem chegando a adoecer.

As vacinas são por isso uma forma de prevenção para muitas doenças actualmente evitáveis, sendo a gripe, uma delas.

A gripe é uma doença respiratória, provocada pelo vírus da gripe (vírus influenza) e que transmite-se facilmente de indivíduo para indivíduo através das gotículas emitidas com a tosse ou os espirros. A inalação dessas gotículas através do nariz ou garganta permite a entrada do vírus no organismo, onde destrói a membrana mucosa do tracto respiratório e infecta as células. Como principais sintomas salienta-se: febre elevada, arrepios, dor de cabeça e muscular, garganta inflamada, nariz entupido e tosse seca.

A principal medida de prevenção da gripe é a vacinação, que deve ser repetida anualmente, especialmente nos grupos prioritários, nomeadamente pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com 6 ou mais meses de idade, grávidas com tempo de gestação superior a 12 semanas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.

A vacina contra a gripe é gratuita para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, indivíduos residentes em lar de idosos, internados em unidades de cuidados continuados integrados, em hospitais do Sistema Nacional de Saúde, com apoio domiciliário, entre outros. Está disponível nos centros de saúde, não necessitando de receita médica ou guia de tratamento para ser administrada. Para as pessoas não incluídas nos grupos abrangidos pela vacinação gratuita, a vacina é disponibilizada nas farmácias, nos mesmos moldes das épocas anteriores, através de prescrição médica. Para além dos grupos prioritários enunciados anteriormente, a Direção Geral de Saúde recomenda a vacinação às pessoas com idade entre os 60 e os 64 anos.

A vacina deve ser administrada durante todo o outono/inverno, de preferência até Dezembro. Pelo facto do vírus sofrer alterações frequentes que o transformam num organismo diferente, a vacinação deve ser repetida anualmente. A vacina da gripe para a época 2013/2014 é uma vacina trivalente, ou seja, previne a gripe causada por três tipos de vírus diferentes.

Sendo a vacina contra a gripe a melhor forma de prevenção, não hesite em vacinar-se e lembre-se que apostar na prevenção é ganhar qualidade de vida!
 
Artigo da minha autoria, publicado no Jornal das Caldas em 16 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dar voz a quem de direito!

 
O "novo" executivo camarário tomou posse ontem pelas 17 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal. Sala cheia entre convidados, eleitos e cidadãos que não quiseram deixar de estarem presentes naquele que marca o início de um "novo ciclo", ou a bem dizer, de uma "nova dinâmica".
Foi vontade expressa no último acto eleitoral do passado dia 29 de setembro, que Tinta Ferreira, candidato do PSD estivesse à frente dos destinos dos caldenses nos próximos 4 anos. Com uma enorme abstenção a brindar-nos com a sua larga maioria, a descida nas intenções de votos de todos os partidos à excepção da CDU e a entrada em cena de um Grupo de Cidadãos, que pela primeira vez ousou desafiar os caldenses a nível do concelho, numa aposta de verdadeira alternativa credível, Tinta Ferreira consegue a maioria com pouco mais de 9000 caldenses, num universo de 50000 eleitores.
As palavras de ontem do Presidente Tinta Ferreira foram de trabalho e mais trabalho, de ser o Presidente de todos os caldenses e para todos os caldenses. De ter o trabalho mais gratificante que poderia haver, ouvir e resolver os problemas das pessoas e ainda lhe pagarem para isso. Pois bem, os próximos quatro anos encarregar-se-ão de demonstrar do que esta "nova dinâmica" será capaz.
Sempre defendi e defenderei a cidadania participativa. Mais do que todas as ideologias políticas, da esquerda à direita, todas são pequenas demais para me servirem como fato. Gosto de vestir roupa larga e que não me prenda os movimentos. Sabem muito bem qual é a sensação de usar sapatos apertados, ou calças com dois números menos... Por isso a única roupa que me serve é a da cidadania participativa, a única que não me limita os movimentos, que uso em qualquer estação do ano, das cores que quiser, com tendência para o azul turquesa!
Quero com isto dizer que continuarei por aqui, tal como outros que como eu também gostam de "roupas mais largas", de olhos bem abertos, interventivos, construtivos, participativos, porque tal como Tinta Ferreira disse, as ideias boas são para ser partilhadas! Veremos!
O acto eleitoral legitima uma equipa e um programa para trabalhar e implementar, mas não legitima absolutismos nem ideias fixas. Defendo mesmo que grandes decisões para o concelho, que envolvam grandes investimentos, que sejam questões fraturantes, não devam ser decididas apenas pelos eleitos, mas abertas à participação cívica, onde os cidadãos devem desempenhar o seu papel, seja através de referendo, assembleia popular, ou outro mecanismo! Por um voto se ganha, por um voto se perde, com uma maioria se governa, sem maioria sobrevive-se, mas a melhor de todas as maiorias está nos cidadãos que sendo mais de 50000, na grandes decisões, devem ser ouvidos e não apenas os 9000 que dão corpo a um projecto e a uma equipa.
Por isso defendo como sempre defendi que a cidadania participativa não termina no acto eleitoral, mas inicia-se neste, na construção de um concelho mais e melhor.
Eu estarei por aqui e comigo muitos mais, dando voz e capacitando os cidadãos a participarem cada vez mais naquilo que no fundo é deles, para eles e apenas deles...

domingo, 13 de outubro de 2013

Lutar nunca é demais...

 
Poderá ser sempre uma luta árdua! Um trabalho que se desenvolve diariamente, mas que diariamente não se obtêm resultados. Não precisa ninguém dizer! Mas também há quem me diga essa constatação que por vezes tento negar! Lutar contra a diferença daqueles que por qualquer razão apresentam alterações físicas ou mentais é sem dúvida uma batalha diária, num país que se diz desenvolvido mas faz-se tudo menos desenvolver políticas de inclusão e as poucas que existem são "esmolas para coitadinhos".
Ainda hoje num comentário, alguém que muito prezo pela sua força sobrenatural na luta pelo seu filho e pelos filhos de tantos outros, assim a deixassem trabalhar, disse-me que as dificuldades são mais que muitas e por muita boa vontade que tenhamos, não nos deixam fazer mais! E quem sou eu para duvidar? Sei que é a sociedade que temos, mas resignarmos-nos nunca! Sei que ela jamais baixará os braços na resignação, mas também sei que eu não o farei!
Quando uma porta se fechar, havemos de conseguir abrir outra! Estou aqui para trabalhar! Sendo sempre um dos meus ideais, ganhei muita força e vontade de fazer mais e muito mais em prol dos outros, nos últimos meses. Já antes havia optado pela especialidade em Enfermagem de Reabilitação, por gostar de trabalhar com pessoas com alterações da mobilidade e os estágios deram-me uma base para construir mais e melhor para todos. Às vezes levamos tempo a perceber aquilo que queremos das nossas vidas! A sociedade não é estanque, interage e cabe a cada um de nós construí-la e contribuir para que se aperfeiçoe e seja mais inclusiva para quem não tem culpa de ser como é, ou pelo menos não escolheu!
Eu tenho um papel, todos nós temos um papel! E esse papel implica desenvolver e criar outros papéis!
Não vamos baixar os braços, vamos antes erguê-los e trabalhar! Acredita que vamos conseguir fazer mais, eu acredito!

sábado, 12 de outubro de 2013

Boa iniciativa, evento fantástico...

Simplesmente fantástico! Um pequeno grupo de pessoal bem disposto, que vê no desporto, em especial na corrida, um modo de vida, um modo de saúde e um modo de convívio já é de valorizar. Mas quando esse grupo contagia os caldenses a seguirem as suas pisadas, isso é sem dúvida fantástico!
Todas as quartas feiras, pelas 21 horas, a Praça da Fruta já é ponto de encontro daqueles que ousam sair do conforto do sofá, para ganharem maior conforto na sua saúde e para conviver, conversar e se divertir, numa hora ou de caminhada, ou de corrida a duas velocidades. 500, 600 pessoas? O que interessa? A mancha humana que invade o tabuleiro da Praça da Fruta fala por si! Encontra-se a mãe e o pai, o avô e a avó, o filho, a neta, a prima, o bebé, o animal de estimação, os amigos que já não se viam há algum tempo. Todos têm algo em comum: Não fazerem nem mais um... km!
Sempre defendi a promoção da saúde como estratégia a apostar! Este evento semanal é a prova provada que as pessoas quando envolvidas, aderem à actividade física, não fazendo desta um "papão"! E não é preciso dizer que a prática regular de uma actividade física traz grandes ganhos ao estado de saúde das pessoas, não esquecendo a saúde mental, que com o convívio assegurado fica fortalecida.
E para contrariar o provérbio que diz que "um mal nunca vem só", a constituição do grupo no facebook, ao qual podem aceder neste endereço https://www.facebook.com/groups/551128241594328/ , veio permitir que, em grupos mais pequenos, se vão desenvolvendo convites e propostas de corridas e caminhadas durante a semana, o que vem ainda mais promover a actividade física.
Por isso os meus sinceros parabéns aos mentores deste evento que têm mobilizado as pessoas a participar consecutivamente e à sua disponibilidade para assegurar percursos diferentes todas as semanas, levando-nos a visitar locais/instituições da cidade. Mais ainda, o cariz social que no último evento, o décimo, permitiu contribuir para o Joãzinho adquirir a sua nova cadeira de rodas que certamente lhe dará mais e melhor conforto.
E boas iniciativas merecem o reconhecimento de todos! Da minha parte, muito obrigado, continuem, que eu lá estarei, todas as quartas feiras!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Poupar mas nem sempre...

 
 
18:45 na Mata, junto ao Museu do Hospital;
Durante a minha corrida habitual, onde considero a Mata como um local ideal para a prática desportiva, deparo-me em plena luz do dia, com os candeeiros ligados a iluminar o quê?
Pergunto isto porque se estão a iluminar alguma coisa, é a factura elétrica ao final do mês. Sabemos os cortes no Ministério da Saúde, conduzindo o nosso Sistema Nacional de Saúde para um precipício, onde estarmos doentes é sinal de uma aventura, se tivermos que recorrer ao Hospital. As notícias diárias elucidam-nos dos problemas aqui e ali, neste Hospital ou naquele. Sabemos também, ou tentam que saibamos que o Ministério da Saúde que entregar o património termal, nomeadamente o Parque e a Mata à Câmara Municipal, por não ter competências para gerir-lo. Compreendo agora!
Contudo, qualquer um de nós na nossa casa sabe que se deixarmos uma lâmpada ligada desnecessariamente, ao final do mês a conta cresce. Trata-se de gestão básica! Então porque motivo os candeeiros da Mata, acendem uma hora antes de serem necessários? Se calhar porque alguém não ajustou o relógio que comanda o ligar/desligar para o horário de Verão/Inverno e isso não deve levar muito tempo a fazer... Mas parece ser mais cómodo pagar a factura eléctrica no final do mês, até porque quem paga somos todos nós! 
Curioso, na minha casa sou tão cuidadoso com os gastos energéticos e mesmo assim, o estado encarrega-se de gastar como quer!
Este é apenas um exemplo de má gestão, compreendida pelo facto do Ministério da Saúde não ter competências para gerir o Parque e a Mata, mas como estes há outros tantos, que engradecem as dívidas dos Hospitais e os cortes cegos todos nós sabemos onde se fazem!
E as questões ambientais? Fica para a próxima...
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Como funcionam as vacinas?


 
Numa altura em que a vacinação contra a gripe está a decorrer, torna-se fundamental perceber como estas funcionam no organismo. Um vídeo bastante esclarecedor, para que não fiquem dúvidas!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Touradas, uma farpa nas nossas tradições...

 
Ao que parece houve mais um evento tauromáquico nas Caldas da Rainha, desta vez com "causas maiores": promoção da Pêra Rocha e ajuda aos Bombeiros Voluntários.
Pessoalmente sou contra as touradas. Não posso gostar de uma diversão humana, baseada no sofrimento de um animal, que não passa de uma tortura em detrimento do gosto sádico de quem assiste. Mas esta decisão não é baseada no que se diz por aí! É baseada no que os meus olhos viram. Há cerca de 2 anos, não sei precisar bem, paguei bilhete e fui assistir a uma tourada nas Caldas da Rainha. Embora já soubesse para o que ía, precisava de ver com os meus olhos, para ter a certeza das opções a tomar e assisti! É preciso dizer que não fiquei até ao fim? Ver um animal que entra desorientado para um sítio redondo, com bancadas em redor cheias de pessoas a gritar e a aplaudir e depois um homem montado num cavalo, que corre na sua direção para lhe espetar uma farpa e outra e outra... o sangue que escorre do seu dorso, onde as farpas balançam quando se move, o seu cansaço demonstrado pela sua respiração acelerada, com a língua de fora e os seus berros disfarçados com os aplausos de um público a gritar: SÓ MAIS UMA!!!! Touradas para mim, não, obrigado!
Em nome de uma tradição argumenta-se coisas óbvias que de óbvio não têm muito:
  • "Os toiros bravos só existem para as touradas, caso contrário, a raça acabava" - Sinceramente, criar uma raça para a torturar, mais vale não existir!
  • "Falam mal das touradas mas nem sabem como as vacas são mortas nos matadouros" - São mortas com um choque elétrico e esta opção é utilizada porque é a forma menos dolorosa de morte, sendo rápido e eficaz, não prolongando o sofrimento!
  • "Falam mal das touradas mas gostam de comer outros animais"  - É uma inevitabilidade que não é comparável! A tourada é uma forma de torturar um animal para prazer lúdico do ser humano, matar animais para comer corresponde a uma necessidade fisiológica do ser humano, actualmente com a possibilidade de ser totalmente substituída por produtos de origem vegetal. Mas não sejamos mais "papistas" que o Papa!
  • "É uma tradição e faz parte da cultura portuguesa" - Sem dúvida que é uma tradição, mas uma tradição que não respeita os direitos dos animais e os utiliza para simples divertimento mórbido de quem assiste. A cultura portuguesa é muito vasta e variada e há um ditado que diz "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"!
Respeito quem paga um bilhete para assistir a uma tourada. São gostos e gostos não se discutem. Não podemos gostar todos do mesmo. Além disso é um "espetáculo" permitido e legislado em Portugal e como tal legal. Quem não gosta ou é contra, só tem de manifestar o seu desagrado e insurgir-se contra as touradas, mas sem entrar em conflitos, ofensas verbais e físicas. Defendo que as pessoas devem manifestar-se, sendo um direito, desde que respeitem o espaço e a distância permitida, utilizando as formas convenientes para alertar para a problemática, nunca entrando em extremismos e radicalismos. Perde-se a razão numa luta contra uma forma de violência, entrando pela violência e jamais defendo a violência para qualquer objectivo. Mas nas Caldas da Rainha, como em muitos locais onde se realizam touradas, é comum assistir-se a grupos de defesa dos direitos dos animais a manifestarem o seu desagrado. Para além do ruído e cartazes com palavras de ordem, creio que nunca ultrapassou isso e como tal, de louvar quem troca uma tarde de domingo para alertar para uma forma de tortura animal, ainda que por vezes trabalho inglório pois quem está ali para assistir, vai porque gosta e como tal, insensível aos direitos dos animais!
Mas por ser esta uma questão fraturante e motivo de discussões cerradas, creio que a solução deveria passar pela realização de um referendo de âmbito nacional para as/os cidadãs/ãos poderem manifestar a sua posição. Como em democracia ganha a maioria, seria altura de legislar conforme vontade dos portugueses!
Outro aspecto que me faz confusão, mas que em breve vou esclarecer a sua veracidade, mal o "novo" executivo camarário tome posse, é se a Câmara Municipal financia ou subsidia a realização de touradas nas Caldas da Rainha. Não tenho a certeza deste facto, mas se a Câmara Municipal o faz, estou determinantemente contra! Usar o dinheiro público para financiar um "espectáculo" que divide tantas opiniões e é tão fraturante, é algo inconcebível. Os organizadores que aumentem o preço dos bilhetes para suportar as despesas, afinal quem gosta de assistir, tem mais é de pagar e não sou eu ou outros que não gostam de touradas, a financiar as mesmas! Mas deixo este ponto para desenvolver quando tiver mais informações!
Depois a colagem das "causas" nobres para minimizar o impacto na opinião pública. Desta vez foi a Pêra Rocha e os Bombeiros Voluntários... Parece que uma mão lava a outra! Demagogia chamaria eu, "bons samaritanos" dizem outros! Existem tantas formas de promover produtos e tantas outras de ajudar instituições, sem ter de se recorrer a este tipo de eventos. Manobras apenas...
Concluindo: Respeito quem gosta de assistir embora não concorde! Sou contra qualquer forma de violência contra os animais e como tal, as touradas são a farpa das nossas tradições!