Numa altura em que a vacinação contra a gripe está a decorrer, torna-se fundamental perceber como estas funcionam no organismo. Um vídeo bastante esclarecedor, para que não fiquem dúvidas!
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Touradas, uma farpa nas nossas tradições...
Ao que parece houve mais um evento tauromáquico nas Caldas da Rainha, desta vez com "causas maiores": promoção da Pêra Rocha e ajuda aos Bombeiros Voluntários.
Pessoalmente sou contra as touradas. Não posso gostar de uma diversão humana, baseada no sofrimento de um animal, que não passa de uma tortura em detrimento do gosto sádico de quem assiste. Mas esta decisão não é baseada no que se diz por aí! É baseada no que os meus olhos viram. Há cerca de 2 anos, não sei precisar bem, paguei bilhete e fui assistir a uma tourada nas Caldas da Rainha. Embora já soubesse para o que ía, precisava de ver com os meus olhos, para ter a certeza das opções a tomar e assisti! É preciso dizer que não fiquei até ao fim? Ver um animal que entra desorientado para um sítio redondo, com bancadas em redor cheias de pessoas a gritar e a aplaudir e depois um homem montado num cavalo, que corre na sua direção para lhe espetar uma farpa e outra e outra... o sangue que escorre do seu dorso, onde as farpas balançam quando se move, o seu cansaço demonstrado pela sua respiração acelerada, com a língua de fora e os seus berros disfarçados com os aplausos de um público a gritar: SÓ MAIS UMA!!!! Touradas para mim, não, obrigado!
Em nome de uma tradição argumenta-se coisas óbvias que de óbvio não têm muito:
- "Os toiros bravos só existem para as touradas, caso contrário, a raça acabava" - Sinceramente, criar uma raça para a torturar, mais vale não existir!
- "Falam mal das touradas mas nem sabem como as vacas são mortas nos matadouros" - São mortas com um choque elétrico e esta opção é utilizada porque é a forma menos dolorosa de morte, sendo rápido e eficaz, não prolongando o sofrimento!
- "Falam mal das touradas mas gostam de comer outros animais" - É uma inevitabilidade que não é comparável! A tourada é uma forma de torturar um animal para prazer lúdico do ser humano, matar animais para comer corresponde a uma necessidade fisiológica do ser humano, actualmente com a possibilidade de ser totalmente substituída por produtos de origem vegetal. Mas não sejamos mais "papistas" que o Papa!
- "É uma tradição e faz parte da cultura portuguesa" - Sem dúvida que é uma tradição, mas uma tradição que não respeita os direitos dos animais e os utiliza para simples divertimento mórbido de quem assiste. A cultura portuguesa é muito vasta e variada e há um ditado que diz "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"!
Respeito quem paga um bilhete para assistir a uma tourada. São gostos e gostos não se discutem. Não podemos gostar todos do mesmo. Além disso é um "espetáculo" permitido e legislado em Portugal e como tal legal. Quem não gosta ou é contra, só tem de manifestar o seu desagrado e insurgir-se contra as touradas, mas sem entrar em conflitos, ofensas verbais e físicas. Defendo que as pessoas devem manifestar-se, sendo um direito, desde que respeitem o espaço e a distância permitida, utilizando as formas convenientes para alertar para a problemática, nunca entrando em extremismos e radicalismos. Perde-se a razão numa luta contra uma forma de violência, entrando pela violência e jamais defendo a violência para qualquer objectivo. Mas nas Caldas da Rainha, como em muitos locais onde se realizam touradas, é comum assistir-se a grupos de defesa dos direitos dos animais a manifestarem o seu desagrado. Para além do ruído e cartazes com palavras de ordem, creio que nunca ultrapassou isso e como tal, de louvar quem troca uma tarde de domingo para alertar para uma forma de tortura animal, ainda que por vezes trabalho inglório pois quem está ali para assistir, vai porque gosta e como tal, insensível aos direitos dos animais!
Mas por ser esta uma questão fraturante e motivo de discussões cerradas, creio que a solução deveria passar pela realização de um referendo de âmbito nacional para as/os cidadãs/ãos poderem manifestar a sua posição. Como em democracia ganha a maioria, seria altura de legislar conforme vontade dos portugueses!
Outro aspecto que me faz confusão, mas que em breve vou esclarecer a sua veracidade, mal o "novo" executivo camarário tome posse, é se a Câmara Municipal financia ou subsidia a realização de touradas nas Caldas da Rainha. Não tenho a certeza deste facto, mas se a Câmara Municipal o faz, estou determinantemente contra! Usar o dinheiro público para financiar um "espectáculo" que divide tantas opiniões e é tão fraturante, é algo inconcebível. Os organizadores que aumentem o preço dos bilhetes para suportar as despesas, afinal quem gosta de assistir, tem mais é de pagar e não sou eu ou outros que não gostam de touradas, a financiar as mesmas! Mas deixo este ponto para desenvolver quando tiver mais informações!
Depois a colagem das "causas" nobres para minimizar o impacto na opinião pública. Desta vez foi a Pêra Rocha e os Bombeiros Voluntários... Parece que uma mão lava a outra! Demagogia chamaria eu, "bons samaritanos" dizem outros! Existem tantas formas de promover produtos e tantas outras de ajudar instituições, sem ter de se recorrer a este tipo de eventos. Manobras apenas...
Concluindo: Respeito quem gosta de assistir embora não concorde! Sou contra qualquer forma de violência contra os animais e como tal, as touradas são a farpa das nossas tradições!
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Informar ou desinformar, eis a questão!
Semana noticiosa caldense, completa com a saída da Gazeta da Caldas, hoje sexta-feira, depois de na passada quarta-feira, ter saído o Jornal das Caldas. Num concelho como as Caldas da Rainha, poderíamos pensar que a existência de dois jornais semanais seria exagerado, ou que as notícias se repetiriam, contudo ainda bem que existem, pois a forma de fazer jornalismo é bastante diferente!
A Gazeta da Caldas, ao comemorar os seus 89 anos de existência, tem vido a desiludir os seus leitores nestes últimos tempos. A julgar pelos problemas com as assinaturas, não tão diretamente ligado com o tipo de jornalismo feito, mas ainda assim levando ao decréscimo de leitores.
Esta semana brinda-nos com uma capa, com um título no mínimo pouco esclarecedor: "Autárquicas sem surpresas nas Caldas da Rainha e um susto para o PSD de Óbidos". Bem, é que ao ler depois as peças de cada candidatura à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, tudo o que menos houve foi surpresas:
- Um PSD que ainda com menos votos, mantém a maioria absoluta, potenciado com os presidentes de junta de freguesia;
- Um PS desiludido quando esperava maior consolidação nas Caldas da Rainha;
- Um CDS surpreso pelo MVC ter "entrado" no seu eleitorado (embora não concorde de todo);
- Uma CDU que celebra o melhor resultado desde 1993;
- Um Bloco de Esquerda que perdeu a representação na Assembleia Municipal;
- Um MVC com "expectativas defraudadas" mas que entrou em força no panorama político caldense, em apenas 4 meses com a eleição de uma Junta de Freguesia, eleição de 2 representantes na Assembleia Municipal e ainda representação nas duas freguesias da cidade.
Mas pronto, para os jornalistas da Gazeta, não houve surpresas!
Mas se continuarmos a ler atentamente a Gazeta das Caldas, descobrimos que o MVC, nos quadros com os resultados, passou a chamar-se "MPC". Será uma sugestão para as autárquicas de 2017? Mas se atentarmos ainda mais aos resultados comparados entre 2009 e 2013, então não sei que fonte foi usada. Por exemplo fiquei a saber que em 2009, para a Câmara Municipal, o PSD teve 17063! UAU! Isto é que era dinâmica... Mas lamento, foram 11130. Mas esta gafe é igualmente cometida em todos os resultados das eleições anteriores! E gafes, é coisa que não falta em inúmeras edições da Gazeta!
Tendo em conta também a Gazeta de sexta-feira passada, sobre o artigo dos orçamentos de campanha, onde apenas limitou-se a dizer quais os orçamentos, sem procurar explicar as razões de cada um, muito contribuiu para baralhar os eleitores e não esclarecer. Esperaria esta semana na Gazeta, um artigo a esclarecer melhor os orçamentos de cada candidatura, mas convenhamos, agora já não interessa...
O Jornal das Caldas, tem crescido enquanto número de leitores e isso é evidente pela isenção, esclarecimento e veracidade dos factos. Por exemplo, os resultados das eleições na edição da última quarta-feira, estão claramente e agradavelmente explícitos, com um grafismo adequado e de simples análise, ao contrário dos quadros apresentados pela Gazeta. Mostra as fotografias dos eleitos e onde foram eleitos, os títulos das reações de cada candidatura aparecem pela positiva, entre tantas diferenças que distinguem a qualidade do jornalismo.
Para terminar consideraria todos os pontos altos e eventos decorrentes da apresentação dos candidatos e das linhas programáticas do MVC ao longo dos 4 meses, onde a Gazeta das Caldas, preferiu ignorar na maior parte das vezes, por agora eu perceber que não haveria "surpresas" no pós-eleições e onde o Jornal das Caldas, embora muitas vezes não estando presente, publicava ou anunciava o que se tinha passado ou o que se iria passar. Opções jornalísticas é certo, mas o Jornal das Caldas tem crescido em números de leitores e isso é um facto!
Acredito pois que os caldenses merecem a melhor informação, clara, isenta, sucinta e esclarecedora e não que fiquem baralhados com a informação, podendo nalguns casos conduzir a resultados menos claros ao nível de opinião!
Resta-me saber, se ao emitir esta opinião de leitor de ambos os jornais, optando a partir de hoje por apenas um, vou incorrer de algum processo...
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
A diferença dos outros...
Sabemos que existem pessoas diferentes da maioria. Sabemos que existem alterações cognitivas, da mobilidade, físicas, que condicionam quem as padece. Todos nós sabemos isso certo? Ainda bem. E que fazemos? Nada, eu sou "normal", o problema não é meu! Até na presença da diferença já faço o papelão do ter "pena", coitadinho, deve ser tão triste ser assim... Mas a vida continua!
Sim, fico triste e com pena, mas não é da diferença dos outros, mas do modo como se encara a diferença! Vivemos numa sociedade "avançada", dizem, onde a legislação "obriga" ao respeito pelo outro, onde as/os cidadãs/ãos portadores de deficiência têm tantos ou mais direitos, mas na realidade não passa de uma utopia.
Não é difícil encontrarmos testemunhos de casos verdadeiramente insólitos, tanta coisa mal feita, ou feita a pensar nas/nos cidadãs/ãos "normais", esquecendo que a nossa sociedade tem diferenças, diferenças que têm obrigação de ser igualdade.
Lutar por uma sociedade inclusiva é uma batalha travada diariamente. Custa, os ganhos obtidos são poucos, mas a mudança de uma consciência é uma vitória ganha em duas!
Ao escolher a minha especialidade, Enfermagem em Reabilitação, ganhei um papel determinante. A minha preocupação enquanto cidadão, adquiriu competências para lutar contra a diferença, diferença por motivo natural, acidente ou patologia, leva a incapacidade física ou motora. Fiquei ainda mais desperto e observador do que não está bem, ou poderia estar melhor. E ganhei mais força para lutar pela igualdade de direitos.
Nas andanças políticas de que muito me orgulho cruzei-me com quem também luta contra esta discriminação enraizada na sociedade. Uma luta diária que só sabe quem sente e tenta explicar o autismo a quem teima não querer perceber!
E concluí que não basta querer fazer, é preciso que queiram que se faça e mesmo voluntariamente não se permite. Paradoxal não é? Não! Curioso!
Volto ao início: sabemos que existem alterações cognitivas, da mobilidade, físicas, que condicionam quem as padece! Falso! Se as/os cidadãs/ãos portadores de deficiência se sentem condicionados, é porque no ambiente onde estão inseridos, não existe adequação, não existe inclusão, não existe o direito de ter direito a participar ativamente na sociedade. E sentir-se preso na liberdade da nossa sociedade é algo incompreensível.
Luto diariamente para mudarmos de paradigma. Por vezes não mudando aspectos físicos, sorriu quando mudo "aspectos mentais" de alguém. Sensibilizar e sensibilizar e nunca parar. Fazer mais, sempre!
terça-feira, 1 de outubro de 2013
O início do fim (de finalidade)...
Acredito que cada um de nós precisa de desabafar por vezes! Já tive várias tentativas de manutenção de blogues e o que aconteceu? Existem, estão por aí, mas para agora não interessa nada! Este pretende ser apenas mais um espaço onde possa escrever sobre o que penso de determinados temas. O Facebook também permite essa modalidade, contudo desenvolve-se de forma mais rápida e algo que poderá ser interessante, rapidamente se esgota no tempo. Menos interactivo, um blog obriga a quem estiver realmente interessado a visita e portanto só virá aqui quem realmente se interessar por algo que escrevi. E gosto destes espaços por vezes considerados de solidão, podem ser de construção, construção de ideias.
Sou eu próprio! Com ideias e ideais, acredito em mim e nas pessoas e é para essas que dedico a minha vida! Enfermeiro de profissão, cuidar dos outros é um modo de vida e eu amo isso!
Não sou perfeito, perfeição não existe, tento é aperfeiçoar-me diariamente aprendendo com quem me quer ensinar!
Entrem, sentem-se, leiam e partilhem vossas opiniões! Só assim consegue-se construir ideias! Bem hajam ;)
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